Representante sindical acusa ex-prefeito de São Bernardo do Campo de transferir responsabilidade e de se ausentar de negociações cruciais

Manoela Cardozo Publicado em 12/08/2025, às 14h00
Em um vídeo que circula nas redes sociais, um representante do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC faz uma série de críticas contundentes ao ex-prefeito da cidade, Orlando Morando. A manifestação veio em resposta a um suposto vídeo do político que, segundo o sindicalista, buscava transferir para a entidade a responsabilidade pelo fechamento da fábrica da Ford. O representante da categoria, que aparece no vídeo, reforça que o sindicato buscou ativamente soluções, enquanto os governos municipal, estadual e federal da época, se mantiveram inertes.
No vídeo, o sindicalista rebate a crítica de Orlando Morando com base nos fatos do período em que a Ford anunciou seu fechamento. Segundo ele, o sindicato, reconhecido internacionalmente por seu diálogo e mobilização, procurou o governo federal – na época, presidido por Jair Bolsonaro – e foi recebido pelo então vice-presidente, o General Hamilton Mourão. A resposta, de acordo com o vídeo, foi de que "isso é um problema de mercado", demonstrando uma ausência de ação para manter a indústria no país. A mesma atitude de inércia é atribuída ao governo do estado de São Paulo, comandado por João Doria, que também não teria tomado nenhuma medida para intervir na situação.
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O representante sindical eleva o tom das críticas ao se voltar diretamente para a atuação de Orlando Morando na prefeitura. Ele afirma que o então prefeito "nem sequer nos recebeu" para tratar do assunto e questiona qual foi o investimento ou enriquecimento que o governo municipal daquela época trouxe para a cidade. O vídeo ainda sugere que a gestão de Morando se concentrou em "especulação imobiliária" com a área da Ford, em vez de buscar soluções para os trabalhadores. Ele desafia o público a pesquisar o histórico do governo municipal da época para verificar a falta de ação.
É importante destacar o contraste entre a inação dos governos e a atuação do sindicato, que buscou apoio até mesmo nos Estados Unidos, na matriz da Ford. Embora a permanência da fábrica não tenha sido possível, a negociação resultou em um acordo que garantiu benefícios e recursos adicionais, além das verbas rescisórias legais, para os trabalhadores. Em um ataque direto ao ex-prefeito, o sindicalista o acusa de tentar "se eximir de responsabilidade" e relembra que a população o retirou do poder na última eleição.
As críticas se aprofundam com a menção de que Orlando Morando é conhecido internacionalmente por suposto "racismo institucional", e que teria sido denunciado na ONU por esses processos, sendo esta uma razão para a desconfiança da população. O vídeo conclui com uma mensagem de que o sindicato nunca abrirá mão de lutar pela classe trabalhadora, pela soberania e pela democracia, encerrando o apelo com a veemente frase: "Ao contrário deles, nós não acreditamos em fake news, irmão. Acredite na luta!".
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