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Famílias atingidas por explosão no Jaguaré fazem protesto e bloqueiam avenida em SP

Moradores relatam falta de definição sobre auxílio-aluguel e moradia após saída dos alojamentos e cobram respostas do poder público

Protesto bloqueia avenida no Jaguaré após explosão que deixou moradores desalojados - Imagem: Reprodução
Protesto bloqueia avenida no Jaguaré após explosão que deixou moradores desalojados - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 22/05/2026, às 20h20


Moradores afetados pela explosão ocorrida em 11 de maio no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, fizeram um protesto nesta sexta-feira (22) contra o encerramento do contrato que garantia hospedagem em hotéis para famílias que seguem desalojadas. O ato reuniu cerca de 60 pessoas e chegou a bloquear a Avenida Presidente Altino, onde objetos foram colocados na via durante a manifestação.

De acordo com a Polícia Militar, a mobilização causou interdição temporária da avenida, e equipes do Corpo de Bombeiros e da CET foram acionadas para acompanhar a ocorrência. Os moradores afirmam que foram informados de que precisariam deixar os hotéis porque não houve renovação do contrato de hospedagem emergencial firmado entre a Sabesp e a Comgás, responsáveis pelo atendimento às famílias atingidas.

Segundo os manifestantes, a saída dos hotéis ocorreu sem uma definição clara sobre alternativas de assistência, como auxílio-aluguel, reassentamento ou moradia definitiva. Parte das famílias relata ainda que foi oferecido um benefício de aluguel social de cerca de R$ 800, valor considerado insuficiente diante da situação de vulnerabilidade.

Relembre o caso

A explosão no Jaguaré deixou dois mortos, provocou interdições e levou à demolição de imóveis na área. Segundo a Sabesp, uma rede de gás foi atingida durante uma obra de remanejamento de tubulação de água, e o incidente ocorreu no momento do reparo. As causas ainda estão sob investigação.

No total, aproximadamente 160 pessoas foram desalojadas e 46 imóveis permanecem interditados. Dez residências sofreram danos mais graves, e novas vistorias seguem sendo realizadas para avaliar a segurança das estruturas e a possibilidade de retorno das famílías. 

Posicionamentos

O Governo de São Paulo afirma que segue em articulação com as concessionárias para buscar soluções habitacionais. Em nota, a Sabesp informou que a Comgás é responsável pela hospedagem emergencial e pela acomodação temporária das famílias, e que mantém equipes atuando diariamente na região com apoio social e psicológico.

A companhia também destacou que, até o momento, 779 famílias receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil. Além disso, cerca de 300 imóveis foram vistoriados, com registros de limpeza, reparos e reformas em andamento ou já concluídos em parte das residências atingidas.


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