Governador de São Paulo confirmou nova morte relacionada ao acidente em intervenção da Sabesp; moradores seguem fora de casa após surgimento de rachaduras e danos estruturais

Redação Publicado em 14/05/2026, às 15h14
A explosão durante uma obra da Sabesp no bairro do Jaguaré, em São Paulo, resultou na morte de duas pessoas, incluindo Francisco Albino, que não resistiu aos ferimentos após a explosão causada por uma tubulação de gás da Comgás.
Além das fatalidades, outras pessoas ficaram feridas, e o número de imóveis interditados por risco estrutural aumentou de 20 para 27, com 22 necessitando de recuperação e cinco condenados para demolição.
O governo estadual criou um gabinete de crise para coordenar o atendimento às vítimas e investiga as responsabilidades das concessionárias envolvidas, enquanto dezenas de famílias permanecem fora de casa, enfrentando insegurança e impacto emocional.
O governador Tarcísio de Freitas confirmou nesta quinta-feira (14) a morte da segunda vítima da explosão ocorrida durante uma obra da Sabesp no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista. O acidente aconteceu na última segunda-feira (11), após uma tubulação de gás da Comgás ser atingida durante os trabalhos.
A nova vítima foi identificada como Francisco Albino, que estava internado no Hospital Geral de Osasco desde o dia da explosão. Segundo o governo estadual, ele não resistiu às queimaduras e demais ferimentos provocados pelo acidente. A primeira morte registrada foi a do vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos.
Além das vítimas fatais, outras pessoas ficaram feridas durante a ocorrência. Uma delas já recebeu alta médica, enquanto outra continua em acompanhamento hospitalar.
Com o avanço das vistorias técnicas realizadas na região atingida, aumentou o número de imóveis interditados por risco estrutural. Inicialmente, 20 residências haviam sido bloqueadas, mas o total chegou a 27 após a identificação de novas rachaduras e danos provocados pela explosão.
De acordo com os levantamentos mais recentes, 22 imóveis precisarão passar por obras de recuperação estrutural. Outros cinco foram considerados condenados e deverão ser demolidos. Técnicos ainda realizam novas inspeções, e o número de imóveis afetados pode crescer nos próximos dias.
Enquanto aguardam definições das autoridades, dezenas de famílias seguem fora de casa. Parte dos moradores foi encaminhada para hotéis e alojamentos provisórios. Muitos relatam insegurança para retornar às residências, além do impacto emocional causado pela destruição e pela mudança repentina da rotina.
Diante da gravidade do caso, o governo estadual criou um gabinete de crise para coordenar o atendimento às vítimas e acompanhar as medidas emergenciais na região. Durante visita ao Jaguaré, Tarcísio afirmou que o Estado irá apurar responsabilidades relacionadas ao acidente envolvendo as concessionárias responsáveis pela obra e pela rede de gás.
O caso segue sob investigação das autoridades técnicas e policiais.
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