Diário de São Paulo
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Haddad critica privatização da Sabesp e promete rever contrato se eleito em SP: "Lambança"

Pré-candidato do PT ao governo paulista comparou companhia de saneamento à Enel e disse que vai analisar cláusulas de proteção ao consumidor

Ex-ministro da Fazenda fala em reavaliar concessão da Sabesp - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom
Ex-ministro da Fazenda fala em reavaliar concessão da Sabesp - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom

Redação Publicado em 22/05/2026, às 19h03


O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, criticou na última quinta-feira (21) a privatização da Sabesp e afirmou que, caso seja eleito, pretende reavaliar o contrato firmado pelo governo estadual. A declaração foi feita após participação em um evento na Unifesp, em São Paulo.

Haddad classificou a desestatização como uma “lambança” e disse que o modelo adotado não estaria funcionando na prática. Segundo ele, há pontos contratuais que precisam ser analisados com atenção, especialmente no que diz respeito à proteção dos consumidores.

Eu acredito que esse tipo de postura do governo do estado é ruim, porque a experiência da privatização não está dando certo”, afirmou.

O ex-ministro disse ainda que pretende “averiguar as cláusulas protetivas dos consumidores” caso assuma o Palácio dos Bandeirantes.

Durante a fala, Haddad também comparou a Sabesp à Enel, responsável pela distribuição de energia em parte da região metropolitana de São Paulo. Ele afirmou que a companhia de saneamento já estaria acumulando mais reclamações no Procon do que a empresa de energia e que a situação afeta diretamente a população.

A Sabesp supera a Enel em queixas no Procon, em termos de mau atendimento, e não podemos admitir isso”, disse.

A Sabesp foi privatizada em 2024, em uma operação que movimentou cerca de R$ 14,7 bilhões. O governo estadual vendeu parte de sua participação na companhia como parte do processo de desestatização.

Haddad afirmou ainda que, se eleito, pretende revisar pontos do contrato de concessão com os municípios e avaliar os impactos do modelo adotado. 


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