O reajuste no valor foi autorizado no mês de abril

Thais Bueno Publicado em 09/05/2023, às 09h37
A partir desta quarta-feira (10), a conta de água das pessoas que são clientes de São Paulo da Sabesp ficará mais cara. O preço cobrado sofrerá um reajuste de 9,56% e tornará o valor um pouco mais salgado para os consumidores.
De acordo com o Metrópoles, o reajuste havia sido aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) no mês de abril e valerá para a grande maioria dos cerca de 28 milhões de clientes na capital, região metropolitana, interior e litoral.
Um exemplo de aumento na prática é o seguinte: a tarifa residencial básica de água e esgoto, para quem consome até 10 m³ por mês, seria no valor de R$ 65,44. Com o reajuste na conta, o consumidor passará a pagar R$ 71,70.
Já para o consumo a partir de 11 m³ até 20 m³, por exemplo, o valor do metro cúbico sofre um aumento de R$ 5,13 e passa para R$ 5,62. Ou seja, quem utilizar 15 m³ no mês, se antes pagaria R$ 91,09, agora passará a ter um novo valor de R$ 99,80.
Dessa forma, quanto maior o nível de água consumido, maior será o reajuste no preço da conta.
A tarifa comercial básica (até 10 m³), por sua vez, terá o novo valor de R$ 143,96 a partir desta quarta-feira (10). Para quem não se lembra, até o começo deste mês de maio, o preço total cobrado por ela era de R$ 131,40.
A Arpesp aprovou o aumento na conta de água da Sabesp através do índice de reajuste, que foi definido através de diversos fatores. Alguns deles foram a inflação, o fator de eficiência, o índice de qualidade, a revisão tarifária e o ajuste compensatório.
A Sabesp é considera pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como o grande trunfo, a 'cereja do bolo' de seu plano de privatizações. A companhia teve um crescimento de 35% em seu lucro líquido no ano de 2022, chegando a R$ 3,1 bilhões.
Para quem não se lembra, o governador Tarcísio anunciou a contratação de uma consultoria internacional para realizar os estudos que irão fundamentar o processo de privatização da empresa de fornecimento e distribuição de água.
O governo do estado de São Paulo, porém, prometeu que desistiria do plano se a pesquisa feita revelasse que a privatização irá encarecer ainda mais a conta de água.
O principal objetivo da medida, de acordo com o governador, é antecipar de 2032 para 2028 a universalização do tratamento de água e da coleta de esgoto por todo o estado de SP.
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