A decisão surge após mais de 200 dias de conflito intenso entre Israel e Hamas

Vitória Tedeschi Publicado em 20/05/2024, às 14h55
Nesta segunda-feira (20), o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), Karim Khan, anunciou que solicitou a emissão de mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e contra líderes do movimento palestino Hamas, por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
A decisão surge após mais de 200 dias de conflito intenso entre Israel e Hamas. Karim Khan informou em comunicado que apresentou pedidos para ordens de prisão contra Netanyahu e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant.
As acusações incluem crimes como “matar deliberadamente os civis de fome”, “homicídio doloso” e “extermínio e/ou assassinato” na Faixa de Gaza. “Afirmamos que os crimes contra a humanidade acusados foram cometidos como parte de um ataque generalizado e sistemático contra a população civil palestina, para cumprir uma política de Estado.
Segundo as nossas conclusões, alguns destes crimes continuam sendo cometidos”, declarou Khan. O governo de Israel, que não é membro do TPI, reagiu ao pedido classificando-o como uma “vergonha histórica”.
Além dos dirigentes israelenses, os pedidos de mandados de prisão também abrangem líderes do Hamas, entre eles Yahya Sinwar, líder do movimento islamista em Gaza. As acusações contra os dirigentes do Hamas incluem “extermínio”, “estupro e outras formas de violência sexual” e “tomada de reféns como crime de guerra” em Israel e em Gaza.
Outros nomes citados na solicitação são Mohamed Al Masri, conhecido como “al Deif”, chefe das brigadas Ezedin al Qasam (o braço militar do Hamas), e Ismail Haniyeh, líder do gabinete político do movimento palestino.
Khan destacou que “os crimes contra a humanidade acusados eram parte de um ataque generalizado e sistemático contra a população civil de Israel por parte do Hamas e outros grupos armados para cumprir as políticas organizacionais”.
A guerra entre Israel e Hamas, que se intensificou recentemente, resultou em graves violações de direitos humanos de ambos os lados, conforme os relatórios internacionais. A complexidade do conflito e as acusações contra ambas as partes evidenciam a profundidade das tensões e as dificuldades em alcançar uma solução pacífica.
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