O Ministério da Saúde de Gaza não faz distinção entre os civis e combatentes, porém afirmou que cerca de 70% das vítimas são mulheres e crianças

Ana Rodrigues Publicado em 01/03/2024, às 11h04
Nesta quinta-feira (29), o ministério da saúde palestino - controlado pelo grupo radical islâmico no enclave - informou que, mais de 30.000 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza desde que a guerra entre Israel com o Hamas começou, em outubro de 2023.
De acordo com a CNN, a figura imponente sublinha a terrível provação que durou meses para os palestinos no território, onde os bombardeios e as campanhas terrestres de Israel deslocaram a grande maioria da população e criaram uma terrível crise humanitária.
Israel ainda enfrenta uma pressão crescente mundialmente para travar esse conflito, porém sua campanha em Gaza manteve o apoio dos EUA, seu principal aliado e maior fornecedor de ajuda militar.
Os EUA até propuseram um cessar-fogo temporário nas Organização das Nações Unidas (ONU) no início deste mês, mas vetaram os apelos para a interrupção imediata do conflito.
O número de mortos realça o receio de mais sofrimento em Rafah, a cidade mais ao sul de Gaza e fronteira com o Egito, que abriga mais de 1 milhão de pessoas estão amontoadas e onde se espera que Israel lance uma nova ofensiva.
O Ministério da Saúde de Gaza não faz distinção entre os civis e combatentes, porém afirmou que cerca de 70% das vítimas são mulheres e crianças.
O estado de Israel estima que cerca de 10 mil combatentes do Hamas foram mortos desde 7 de outubro, quando Israel declarou guerra ao grupo militante.
Mais de 1.200 pessoas em Israel foram mortas durante os ataques do Hamas naquele dia, e mais de 250 foram sequestradas e feitas reféns em Gaza.
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