Ameaça ocorre após o presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, alertar que o regime da Coreia do Norte colapsaria com o uso de armas nucleares

William Oliveira Publicado em 04/10/2024, às 10h18
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, emitiu uma severa ameaça de emprego de armas nucleares contra a Coreia do Sul, caso perceba provocações, conforme reportaram nesta quinta-feira (3) os veículos de comunicação estatais da Coreia do Norte.
A retórica hostil de Kim segue a advertência do presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, que alertou para o colapso do regime norte-coreano se armas nucleares forem utilizadas. Yoon fez essas declarações ao apresentar o míssil balístico Hyunmoo-5, o mais avançado do arsenal sul-coreano, além de outros armamentos estratégicos.
De acordo com Yoon, qualquer tentativa da Coreia do Norte de usar seu arsenal nuclear resultaria na "resposta resoluta e avassaladora" da aliança entre Seul e Washington.
Embora a troca de ameaças entre as duas Coreias não seja um fenômeno recente, as tensões atuais estão exacerbadas pelo recente anúncio de Pyongyang sobre uma nova instalação nuclear e a continuidade dos testes com mísseis. Especialistas apontam que, na próxima semana, o parlamento norte-coreano poderá constitucionalizar um sistema "de dois estados" na Península Coreana, rejeitando formalmente qualquer tentativa de reconciliação com o Sul e redefinindo suas fronteiras nacionais.
Durante uma visita a uma unidade de operações especiais, Kim afirmou que seu exército está preparado para usar "todas as forças ofensivas à sua disposição, incluindo armas nucleares", caso a soberania norte-coreana seja ameaçada pela Coreia do Sul.
"Se essa situação ocorrer, a existência permanente de Seul e da República da Coreia seria impossível", afirmou Kim.
Em tom depreciativo, Kim descreveu o presidente Yoon como "um homem anormal", criticando-o por vangloriar-se de uma resposta militar contundente contra um estado dotado de armas nucleares.
Desde que adotou uma doutrina nuclear escalonada em 2022, Kim tem frequentemente ameaçado o uso preventivo de armas nucleares. No entanto, especialistas internacionais acreditam que é improvável que ele dê início a um ataque nuclear devido à superioridade militar das forças americanas e de seus aliados.
Em julho deste ano, Seul e Washington assinaram um acordo de defesa visando integrar as capacidades militares convencionais da Coreia do Sul com as forças nucleares dos Estados Unidos, buscando conter o avanço do programa nuclear norte-coreano. Vale ressaltar que a Coreia do Sul não possui arsenal nuclear próprio.
As relações intercoreanas encontram-se em seu ponto mais crítico em anos recentes. A escalada inclui uma série provocativa de testes de mísseis por parte do Norte e exercícios militares intensificados pelos aliados sul-coreanos e americanos.
Desde 2019, todos os canais diplomáticos e programas de intercâmbio entre os países permanecem suspensos após o fracasso das negociações entre Washington e Pyongyang sobre o desmantelamento do programa nuclear norte-coreano.
Em janeiro passado, Kim exigiu uma revisão constitucional na Coreia do Norte para eliminar a possibilidade de unificação pacífica com o Sul e estabelecer este último como "inimigo principal inalterável".
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Exame do IML não detecta lesões em menina de 4 anos; polícia segue com investigação em caso de clube social

Caiado promete pacote de reformas no primeiro dia de governo e inclui mudanças no STF

Thiago Brennand vai se casar com advogada que atua em sua defesa criminal

Justiça bloqueia veículos de empresa de Ana Hickmann em ação por cheques sem fundo

PF investiga suposta fraude financeira no Banco Digimais, ligado a Edir Macedo