Eleito no último domingo (19), ele tomará posse em 10 de dezembro

Vitória Tedeschi Publicado em 20/11/2023, às 08h42
No último domingo (19), o economista ultraliberal Javier Milei (La Libertad Avanza) venceu a eleição presidencial na Argentina.
O libertário virou o jogo contra Sergio Massa, seu oponente, após ficar em segundo lugar no primeiro turno. Ele assume a Casa Rosada no dia 10 de dezembro e comandará o país por quatro anos.
Aos 52 anos, Milei será o 52º presidente do país e terá que enfrentar a pior crise econômica em décadas, com a maior inflação em mais de 30 anos, dois quintos da população vivendo na pobreza e forte desvalorização cambial, de acordo com o g1.
Economista de formação, Milei se promove como um nome de fora da política tradicional que diz querer combater o que chama de "casta política" da Argentina.
De acrodo com o Poder 360, ele é filho de uma dona de casa e de um motorista de ônibus que se tornou empresário de transportes. Costuma dizer que, na infância, foi goleiro do Chacarita Juniors, um clube de futebol argentino. Depois de se formar em economia, Milei fez duas pós-graduações na área, cursadas no Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social e na Universidade Torcuato di Tella.
Suas principais propostas de campanha são a dolarização da economia argentina em etapas, a redução dos gastos estatais e a privatização de empresas públicas.
No plano trabalhista, ele propõe o fim das verbas rescisórias para reduzir os custos trabalhistas, mas duas das propostas que mais geraram polêmica encontram-se na esfera de segurança: a desregulamentação do porte de armas e a militarização das prisões.
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