
por Renato Nalesso
Publicado em 12/06/2023, às 09h00
Nunca neguei que sou um defensor ferrenho do futebol brasileiro. Acho que essa geração de jovens, aquela molecada que cresceu jogando PlayStation no videogame, tem mania de supervalorizar jogadores e clubes meia-bocas do futebol europeu. Ou seja, Mas não dá pra questionar a qualidade absurda de uma final de Liga dos Campeões. Vamos ser sinceros? Na minha visão foi a decisão mais desequilibrada da história. Afinal de contas o hoje poderoso Manchester City, que tem em seu elenco vários dos jogadores mais virtuosos do planeta bola, encarou a Internazionale de Milão, que tem sim bons jogadores, mas patina em instabilidade técnica e tática.
Mesmo com a disparidade técnica os italianos igualaram a partida em vontade e disposição. Tanto é que por mais que os ingleses tivessem mais a posse de bola e armasse as principais jogadas ofensivas, a defesa da Inter truncava o jogo. A ideia do técnico Simone Inzaghi era jogar o título por uma bola. Até porque tem como centroavante o belga Lukaku, um dos melhores da posição. Mas não deu. O City foi guerreiro, consistente, fez um gol e conquistou sua primeira Liga. Mais do que merecido!
Mas essa taça é merecida e justíssima para o espanhol Pep Guardiola. Desde que deixou o Barcelona em 2012 esse cara disputa com afinco a conquista da Liga e batia na trave. Passou várias temporadas no Bayern de Munique e tantas outras no próprio City e estava escrito nas estrelas que essa conquista viria em 2023. Para mim, e acho que é até unanimidade entre as pessoas, o Guardiola é o melhor treinador do futebol mundial. E hoje ele dirige com personalidade e capacidade o melhor time do mundo.
A justiça finalmente foi feita. Tudo em seu devido lugar.
Imponente e Soberano
Me recordo que até pouco tempo a torcida do São Paulo usava o adjetivo ‘soberano’ para qualificar o time. Isso pelo visto é coisa do passado, viu? Soberano mesmo é o Palmeiras, que venceu o clássico deste domingo com sobriedade e continua ponto a ponto brigando pela liderança do Brasileirão. A verdade é que o Verdão do Abel Ferreira está bem acima dos rivais do País. Aliás, de toda a América do Sul! Há muito tempo não honrava tão bem o trecho do seu hino onde diz ‘Alviverde Imponente’. Incrível a superioridade! Por mais que o São Paulo tenha criado bastante durante os 90 minutos, o contra-ataque de Dudu, Artur, Endrick e companhia é mortal. Faz a diferença total! E o Zé Rafael? Monstro no meio-campo. Tá difícil para os torcedores rivais. Palmeiras vai continuar nadando de braçadas no futebol por muito tempo. A solução óbvia para os rivais? Gestões honestas e competentes poderiam equilibrar um pouco isso.

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