Além da intensa disputa briga pelo título de 2021, Mercedes e RBR também passaram a protagonizar um litígio fora das pistas, que começou a se desenhar após a

Redação Publicado em 23/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 14h21
Além da intensa disputa briga pelo título de 2021, Mercedes e RBR também passaram a protagonizar um litígio fora das pistas, que começou a se desenhar após a batida entre Lewis Hamilton e Max Verstappen na largada do GP da Inglaterra. No que chamou de “guerra de palavras”, o chefe Toto Wolff garantiu que a heptacampeã de construtores vem adotando uma postura exemplar para evitar acirrar ainda mais os ânimos na categoria, mas não crê que sua rival se comporte da mesma forma.
– Gostaria de dizer que nessa guerra de palavras, nós sempre tentamos nos manter frios e sóbrios e não tentar criar mais polêmica e animosidade entre os fãs. Equilibrar sempre foi o objetivo, mas infelizmente, a outra parte está fazendo o oposto – disse o austríaco.
A rivalidade, até então, se mantinha na pista num contexto em que a RBR vivenciava uma sequência de cinco vitórias consecutivas, recorde na era dos motores híbridos da Fórmula 1. No entanto, com o choque no Circuito de Silverstone que tirou Verstappen da prova, a situação ficou mais tensa.
Enquanto o holandês veio às redes sociais para repudiar a comemoração de Hamilton pela vitória – apesar da punição recebida de 10s -, Christian Horner, chefe da equipe austríaca, acusou o piloto da Mercedes de “direção suja”. O consultor do time, Helmut Marko, chegou a cobrar que o heptacampeão fosse desclassificado.
O britânico foi alvo de ataques racistas na internet, que foram amplamente condenados pelas duas equipes e pela própria F1. E após os comentários iniciais, considerados um “ataque pessoal” a Hamilton por Wolff, a RBR entrou com um recurso junto à Federação Internacional do Automobilismo (FIA) para reaver a punição, negado pela entidade.

Max Verstappen e Lewis Hamilton colidem no GP da Inglaterra — Foto: Reprodução F1
Embora o recurso tenha sido rejeitado pela FIA, ele não foi bem recebido pela Mercedes, que emitiu um comunicado parabenizando a entidade pela decisão e categorizando a tentativa como um ataque da gestão da RBR a Hamilton.
Toto Wolff reconhece que ambas as equipes não nutrem necessariamente um sentimento de amizade. Mas apesar dos conflitos, ele reforça que o respeito dos dois lados ainda existe:
– O relacionamento nunca foi ótimo, mas isso vem da enorme atmosfera competitiva que prevalece entre nós. É importante não generalizar quando se trata da RBR ou da Mercedes. Este é um esporte de equipe, mas o fato de alguns indivíduos não se darem bem não significa que não haja respeito pela outra organização e as pessoas que nela trabalham, que também estão fazendo o melhor para realizar seus próprios sonhos.
A última prova antes da pausa de verão da F1, o GP da Hungria, colocou a Mercedes e Hamilton de volta na liderança dos campeonatos de construtores e pilotos. Neste fim de semana a categoria retorna com o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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