Presidente dos Estados Unidos afirma que ataques previstos para esta quinta-feira foram suspensos após progresso nas conversas com Teerã. Apesar do anúncio, autoridades iranianas indicam que ainda não há um acordo definitivo.

Ana Beatriz Publicado em 11/06/2026, às 19h55
O presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou uma ofensiva militar contra o Irã, destacando que as negociações diplomáticas entre os países avançaram, o que representa uma mudança significativa na tensão entre eles.
As discussões, que alcançaram altos níveis de liderança iraniana, visam ampliar o cessar-fogo e buscar um acordo mais abrangente sobre segurança regional e o programa nuclear do Irã, com a participação de representantes de outros países do Oriente Médio.
Embora Trump tenha demonstrado otimismo, autoridades iranianas permanecem cautelosas, e a Casa Branca ainda não divulgou detalhes sobre os próximos passos das negociações, que continuam em um cenário sensível e em evolução.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 11, o cancelamento de uma nova ofensiva militar contra o Irã que estava prevista para ocorrer durante a noite. A decisão foi divulgada por meio de uma publicação na rede social Truth Social e, segundo o republicano, ocorreu em razão do avanço das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã.
Na mensagem, Trump afirmou que as discussões chegaram ao mais alto nível da liderança iraniana e receberam sinal positivo para prosseguir.
"Considerando que a mais alta liderança iraniana debateu e aprovou as discussões com a República Islâmica do Irã, eu, como presidente dos EUA, cancelei os ataques de bombardeios programados contra o Irã para esta noite", escreveu o presidente norte-americano.
O anúncio representa uma mudança significativa no cenário de tensão vivido nas últimas semanas entre os dois países. Horas antes, Trump havia adotado um discurso mais duro e sinalizado a possibilidade de novos ataques militares caso não houvesse avanços nas tratativas diplomáticas.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, a Casa Branca trabalha para consolidar um entendimento que possa ampliar o cessar-fogo e abrir caminho para um acordo mais amplo envolvendo questões de segurança regional e o programa nuclear iraniano. Fontes ligadas às negociações afirmam que representantes de diversos países do Oriente Médio também participam das articulações diplomáticas.
Apesar do otimismo demonstrado por Trump, autoridades iranianas adotaram um tom mais cauteloso. Veículos de comunicação ligados ao governo do Irã informaram que ainda não existe uma decisão final sobre os termos do eventual acordo e que algumas questões permanecem em negociação.
A suspensão dos bombardeios teve impacto imediato nos mercados internacionais. Bolsas de valores registraram alta e os preços do petróleo recuaram diante da expectativa de uma redução das tensões geopolíticas na região do Oriente Médio, considerada estratégica para o abastecimento global de energia.
Especialistas avaliam que o cancelamento da ofensiva pode representar um passo importante para a retomada do diálogo entre os dois países, embora ressaltem que a situação continua sensível e sujeita a mudanças rápidas, especialmente diante da ausência de um acordo definitivo.
Até o momento, a Casa Branca não divulgou detalhes sobre os próximos passos das negociações nem informou quando um eventual entendimento poderá ser formalizado.
Leia também

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Jovem de 23 anos é encontrado morto em casa na zona norte de São Paulo; ex-companheiro é procurado

Copa do Mundo 2022: quem são os 26 convocados para buscar o hexa?

André Mendonça condiciona delação de Daniel Vorcaro à atuação direta da PF ou da PGR

Summit SSOil 2026 reúne grandes lideranças do setor energético em Birigui

Flávio Bolsonaro aciona STF contra Lula após ser chamado de "traidor da pátria"

Governo estuda recorrer ao STF para barrar trechos de projeto que renegocia dívidas do agronegócio

Trump cancela ofensiva militar contra o Irã e aposta em avanço das negociações diplomáticas

Júlia Zanatta ganha força entre aliados de Flávio Bolsonaro para eventual chapa presidencial

Lula indica chapa para disputa em São Paulo com Haddad ao governo e Márcio França ao Senado