Uniforme homenageia a luta pela independência haitiana, mas entidade máxima do futebol entendeu que alguns elementos visuais poderiam ser interpretados como manifestação política. Caso repercute às vésperas da estreia da seleção no Mundial.

Redação Publicado em 10/06/2026, às 11h47
A Fifa solicitou mudanças no uniforme da seleção haitiana para a Copa do Mundo de 2026, alegando que alguns elementos visuais poderiam ser interpretados como mensagens políticas, o que contraria as regras do torneio.
O uniforme, criado pela fornecedora Saeta, homenageia a luta pela independência do Haiti e inclui referências à Batalha de Vertières, mas a Fifa considerou que alguns detalhes poderiam gerar interpretações inadequadas.
Apesar da controvérsia, a seleção haitiana se prepara para os desafios da Copa do Mundo, com um jogo importante contra o Brasil marcado para 19 de junho, enquanto a discussão sobre o uniforme continua nas redes sociais.
A poucos dias da estreia do Haiti na Copa do Mundo de 2026, uma polêmica envolvendo o uniforme da seleção ganhou repercussão internacional. A Fifa solicitou alterações na camisa desenvolvida pela fornecedora Saeta, alegando que determinados elementos visuais poderiam ser interpretados como mensagens de caráter político, contrariando os regulamentos da competição.
O uniforme foi criado como uma homenagem à história do povo haitiano e à luta pela independência do país. Entre os elementos presentes na peça está uma representação da histórica Batalha de Vertières, confronto considerado decisivo para a libertação do Haiti do domínio francês em 1803.
Em comunicado oficial, a Saeta afirmou que o projeto não teve qualquer intenção política e foi concebido para valorizar a cultura, a memória e a identidade nacional haitiana.
Segundo a empresa, o uniforme busca destacar a trajetória de resistência do povo haitiano e homenagear personagens históricos que contribuíram para a construção da nação. Apesar disso, durante o processo de aprovação, a Fifa entendeu que alguns detalhes poderiam gerar interpretações incompatíveis com suas diretrizes.
A controvérsia rapidamente tomou conta das redes sociais. Além da discussão sobre a decisão da entidade, internautas passaram a compartilhar teorias de que uma bandeira presente na camisa seria uma referência à Polônia.
A hipótese foi descartada pela fabricante. De acordo com a Saeta, o símbolo representa uma das primeiras bandeiras adotadas pelo Haiti após a independência e não possui qualquer ligação com o país europeu.
A confusão, no entanto, reacendeu um episódio pouco conhecido da história mundial. Durante as guerras napoleônicas, soldados poloneses enviados para combater os revolucionários haitianos acabaram aderindo à causa da independência e lutaram ao lado das forças locais, criando uma conexão histórica entre os dois povos.
Enquanto a discussão segue nas redes sociais, a seleção haitiana mantém o foco na disputa da Copa do Mundo. Integrante do Grupo C, a equipe terá pela frente grandes desafios e um dos confrontos mais aguardados será justamente contra a Seleção Brasileira, marcado para o dia 19 de junho.
A decisão da Fifa, entretanto, transformou a camisa haitiana em um dos assuntos mais comentados do torneio antes mesmo de a bola rolar para a equipe caribenha.
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