Presidente afirma que aliança para a eleição paulista já está definida e reforça aposta em Fernando Haddad e Márcio França para a principal disputa estadual de 2026.

Ana Beatriz Publicado em 11/06/2026, às 18h41
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que Fernando Haddad será o candidato ao Governo de São Paulo, enquanto Márcio França disputará uma vaga no Senado, em uma estratégia para fortalecer a base governista nas eleições de 2026.
Lula acredita que a união entre Haddad, ex-prefeito e atual ministro da Fazenda, e França, ex-governador, é crucial para consolidar uma frente ampla no maior colégio eleitoral do país e evitar disputas internas.
Embora a chapa esteja definida, a oficialização das candidaturas depende das convenções partidárias e do calendário eleitoral, além de possíveis acordos políticos que podem moldar as alianças finais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a chapa que representará seu grupo político na disputa pelo Governo de São Paulo já está definida. Segundo o petista, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será o candidato ao Palácio dos Bandeirantes, enquanto o ex ministro e ex governador Márcio França disputará uma vaga no Senado Federal.
A declaração foi dada durante conversas políticas relatadas por aliados do presidente e ocorre em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026. A estratégia busca consolidar uma frente ampla no maior colégio eleitoral do país e evitar disputas internas entre partidos da base governista.
De acordo com a informação divulgada, Lula considera que a composição entre Haddad e França reúne dois dos principais nomes do campo governista em São Paulo. Fernando Haddad já foi prefeito da capital paulista, ministro da Educação e atualmente ocupa o comando do Ministério da Fazenda. Márcio França, por sua vez, foi governador do Estado, vice governador e integrou o primeiro escalão do governo federal antes de deixar o cargo para participar do processo eleitoral.
A definição antecipada da chapa também tem como objetivo reduzir incertezas entre partidos aliados e facilitar a construção de alianças regionais. Nos bastidores, dirigentes avaliam que uma candidatura única do grupo governista pode fortalecer a competitividade eleitoral em um estado historicamente estratégico para a política nacional.
Apesar da sinalização do presidente, a oficialização das candidaturas ainda depende das convenções partidárias e do calendário eleitoral. Além disso, eventuais acordos políticos podem influenciar a formação final das alianças.
A movimentação ocorre em meio ao avanço das discussões sobre a sucessão estadual e ao início das articulações das principais forças políticas do país para a campanha de 2026. São Paulo concentra o maior número de eleitores do Brasil e tradicionalmente exerce forte influência sobre o cenário político nacional.
A fala de Lula reforça a intenção do Palácio do Planalto de atuar diretamente na organização das candidaturas estratégicas e de evitar divisões internas em uma das disputas mais importantes do próximo ciclo eleitoral.

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