Diário de São Paulo
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COPA DO MUNDO 2026

Protesto por desaparecidos toma ruas da Cidade do México horas antes da abertura da Copa

Familiares de pessoas desaparecidas marcharam em direção ao Estádio Azteca para cobrar mais ações das autoridades mexicanas. Manifestação ocorre no mesmo dia da partida de abertura entre México e África do Sul.

Familiares de pessoas desaparecidas marcham em direção ao Estádio Azteca para cobrar mais esforços das autoridades mexicanas na busca por seus parentes, horas antes da abertura da Copa do Mundo de 2026. - Imagem: REUTERS / Marian Carrasquero
Familiares de pessoas desaparecidas marcham em direção ao Estádio Azteca para cobrar mais esforços das autoridades mexicanas na busca por seus parentes, horas antes da abertura da Copa do Mundo de 2026. - Imagem: REUTERS / Marian Carrasquero

Redação Publicado em 11/06/2026, às 10h45


Horas antes da abertura da Copa do Mundo de 2026, um protesto na Cidade do México destacou a crise de desaparecimentos no país, com familiares exigindo mais ação das autoridades na busca por seus entes queridos.

Organizações de direitos humanos apontam que o México enfrenta um grave problema de desaparecimentos, frequentemente ligado à violência do crime organizado e falhas nas investigações, com famílias denunciando a lentidão dos processos e falta de recursos.

As autoridades locais implementaram bloqueios para garantir o acesso ao Estádio Azteca, mas a manifestação conseguiu repercussão internacional, com os manifestantes esperando que a atenção global pressione o governo a intensificar as investigações sobre os desaparecidos.

Horas antes do pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, um protesto chamou a atenção na Cidade do México e expôs uma das maiores crises sociais enfrentadas pelo país. Centenas de familiares de pessoas desaparecidas ocuparam a principal via de acesso ao Estádio Azteca nesta quinta-feira (11), exigindo mais empenho das autoridades na busca por seus parentes.

A manifestação, batizada de "Vamos Iluminar a Busca", reuniu familiares, ativistas e representantes de organizações civis de diferentes regiões do México. O grupo marchou pela Calzada de Tlalpan, uma das mais importantes avenidas da capital mexicana, em direção ao estádio que recebe a partida de abertura do Mundial entre México e África do Sul.

Os manifestantes carregavam fotografias de desaparecidos, cartazes e faixas cobrando respostas das autoridades. O principal objetivo foi aproveitar a visibilidade internacional da Copa para chamar atenção para uma crise que afeta milhares de famílias mexicanas há décadas.

Segundo organizações de direitos humanos, o México enfrenta um grave problema relacionado ao desaparecimento de pessoas, frequentemente associado à violência do crime organizado, conflitos territoriais e falhas nos sistemas de investigação. Familiares denunciam demora na identificação de corpos encontrados, falta de recursos para buscas e lentidão nos processos conduzidos pelas autoridades.

Apesar da mobilização ocorrer em um dos dias mais importantes para o futebol mexicano, os organizadores destacaram que não havia intenção de impedir a realização da partida ou prejudicar torcedores. A proposta era transformar o início da Copa em uma vitrine internacional para a causa.

As autoridades locais montaram bloqueios em pontos estratégicos próximos ao Estádio Azteca para evitar que o protesto interferisse no acesso do público ao local da cerimônia de abertura. Mesmo assim, a manifestação ganhou repercussão internacional e ampliou o debate sobre a situação dos desaparecidos no país.

Enquanto o mundo volta os olhos para o maior torneio de futebol do planeta, familiares esperam que a atenção global também ajude a pressionar o governo mexicano a acelerar investigações e ampliar os esforços para localizar milhares de pessoas que seguem desaparecidas.

A mobilização acontece justamente no dia em que o México inicia sua terceira Copa do Mundo como país-sede. Para os manifestantes, o evento esportivo representa uma oportunidade única de tornar visível uma dor que, segundo eles, permanece ignorada há anos.


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