O primeiro ato de grandes performances do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio foi marcado por uma coincidência. Coube a dois Gabriéis, ambos nadadores e com

Redação Publicado em 25/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 09h43
O primeiro ato de grandes performances do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio foi marcado por uma coincidência. Coube a dois Gabriéis, ambos nadadores e com poucos minutos de diferença, conquistar as primeiras medalhas nacionais nos Jogos.
O primeiro pódio saiu com Gabriel Araújo dos Santos – foi também a primeira medalha do Brasil nas Paralimpíadas da capital japonesa. O atleta mineiro de 19 anos levou a prata nos 100m costas da classe S2 com a marca de 2min02s47. O ouro ficou com o chileno Alberto Abarza (2min00s40) e o bronze com o russo Vladimir Danilenko (2min02s74).
Cerca de meia hora mais tarde, outro Gabriel, o Bandeira, subiu ainda mais alto no pódio. Em sua primeira final no megaevento, ele venceu a final dos 100m borboleta da classe S14 em 54s76, novo recorde paralímpico.
O paulista de Indaiatuba, de 21 anos, deixou para trás o britânico Reece Dunn (prata com 55s12), atual recordista mundial, e o australiano Benjamin Hance (56s90).

O paratleta Gabriel Araújo é nascido em Santa Luzia, criado em Corinto e treina em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Atualmente, defende o Clube Bom Pastor. Após a façanha nesta quarta-feira, ele não se conteve e chorou.
– Fico muito feliz, só eu sei o que passei para estar aqui. Foi muito difícil. Essa medalha veio com muito esforço, suor e me deixou com gostinho de quero mais – disse Gabriel, que se emocionou na entrevista concedida logo depois da conquista.
Gabriel, que não tem os braços, começou a praticar o esporte paralímpico em 2015 ao ser visto por um professor de Educação Física que lhe perguntou se havia interesse de tentar ingressar na natação. Convite aceito, ganhou três medalhas de ouro em sua primeira competição e nunca mais parou.
Fã de Daniel Dias, ele brilhou no Parapan de Lima, em 2019, com cinco pódios faturados (dois ouros, uma prata e dois bronzes) que o credenciaram a grandes resultados em Tóquio.
Antes do show dos “Gabriéis”, o primeiro brasileiro a cair na água no primeiro dia de finais havia sido José Ronaldo da Silva, de 40 anos, que disputou os 100m costas da classe S1 (atletas com limitações físico-motoras mais severas).
O paulista terminou na quinta posição (3min03s18), 35 segundos depois do vencedor, o israelense Iyad Shalabi.
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Fontes: Ge – Globo Esporte.
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