A ação foi movida pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo

Nathalia Jesus Publicado em 17/07/2023, às 10h54
A Rede Globo foi processada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo sob acusação de ter veiculado uma reportagem de cunho transfóbico.
De acordo com a Defensoria, o programa utilizou um termo preconceituoso para se referir a um homem transexual morto em 2018, após viver mais de 50 anos com documentos falsos. A emissora carioca agora, tenta uma negociação para não pagar a indenização atual estipulada em R$ 1 milhão.
O portal Notícias da TV teve acesso à intimação, feita dias depois da transmissão da reportagem, em fevereiro de 2019. O Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat) alegou que a Globo desrespeito Lourival Bezerra quando o chamou de "uma mulher que se passava por homem", uma vez que o termo "homem transexual" seria o mais adequado.
A audiência de conciliação entre as partes está marcada para o dia 31 de agosto.
A edição do Fantástico de 3 de fevereiro de 2019 ainda está disponível no Globoplay, mas a reportagem sobre Lourival foi excluída. O streaming deixou apenas um aviso ao telespectador: "Esta versão foi modificada em sua versão web".
Poliana Abritta, que na época apresentava o programa ao lado de Tadeu Schimidt, narrou a chamada para a investigação do caso do homem transexual. "Você vai conhecer hoje o segredo de Lourival. Mulher se passa por homem durante 50 anos. Nem a família sabia", anunciou a âncora.
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