A decisão veio após a onda de ataques à escolas no Brasil

Nathalia Jesus Publicado em 06/04/2023, às 09h15
O Grupo Globoe outros veículos de comunicação, como Folha e Estadão, decidiram alterar as políticas sobre a cobertura de massacres.
Em um comunicado feito por meio de nota e reforçado durante a transmissão do Jornal Nacional na última quarta-feira (05), o Grupo Globo anunciou que as coberturas desses crimes será ainda mais restritiva.
No anúncio feito no g1, a rede enfatizou que tinha há anos a política de divulgar apenas uma vez o nome e fotos dos autores de crimes como os acontecidos em Blumenau, na quarta-feira (05), que matou quatro crianças.
De acordo com o grupo, o objetivo era evitar dar evidencia aos assassinos para não inspirar de qualquer forma que fosse autores de novos massacres.
A política sofreu uma mudança devido aos últimos acontecimentos. Desde quarta-feira, a Globo assumiu o compromisso de jamais informar nome e foto de autores de ataques como o acontecido na Escola Estadual Thomazio Montora, da capital de São Paulo na última semana, que deixou uma professora morta.
Além das informações sobre os autores, quaisquer vídeos dos ataques também serão descartados pela produção jornalística e não mais divulgados nos veículos.
Segundo o comunicado, a nova política segue recomendações de especialistas no tema, que afirmam que a visibilidade a agressores podem servir como inspiração para novos autores de crimes semelhantes.
Alguns estudos mostram que a "notoriedade" é exatamente o objetivo dos autores de massacres como esses.
"Não noticiamos ataques frustrados subsequentes, também para conter o chamado 'efeito contágio'".
Por fim, o Grupo Globo informou que decide não mais corroborar com possíveis futuros ataques como os que estão acontecendo.
O Diário de S. Paulo se junta a estes diversos veículos e a partir de hoje também assume o compromisso de não mais divulgar o nome ou foto de assassinos como do massacre à Blumenau, nem vídeos dessas tragédias.
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