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Saques Disparam

Trimestre começa com retirada bilionária da poupança

Brasileiros retiram bilhões e poupança perde força em 2025

Alta dos juros e queda no poder de compra fazem brasileiros buscarem alternativas - Imagem: Reprodução / Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Alta dos juros e queda no poder de compra fazem brasileiros buscarem alternativas - Imagem: Reprodução / Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Sabrina Oliveira Publicado em 07/04/2025, às 16h29


A poupança perdeu R$ 45,7 bilhões no primeiro trimestre de 2025. O dado, divulgado pelo Banco Central, aponta que os brasileiros estão abandonando a aplicação mais tradicional do país.

Entre janeiro e março, os depósitos somaram R$ 998,51 bilhões, mas os saques alcançaram R$ 1,04 trilhão. O saldo negativo chamou a atenção do mercado.

Inflação e juros influenciam nas escolhas

A retirada acontece em um cenário de inflação persistente e endividamento elevado. Esses dois fatores têm forçado muitas famílias a usar a poupança como fonte emergencial de dinheiro.

Além disso, a alta da taxa Selic faz a poupança parecer menos vantajosa. Com o juro básico em 14,25% ao ano, outras aplicações de renda fixa oferecem ganhos maiores, o que incentiva a migração de recursos.

Poupança perde para alternativas mais rentáveis

Pelas regras atuais, quando a Selic supera 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR). Esse retorno tem sido considerado insuficiente por muitos investidores.

Com isso, CDBs, Tesouro Direto e fundos atrelados ao CDI têm ganhado espaço. Os brasileiros, cada vez mais atentos, buscam segurança com rendimento melhor.

Janeiro liderou as retiradas

A fuga da poupança não aconteceu de forma linear. Veja o saldo líquido mês a mês:

  • Janeiro: R$ 26,22 bilhões

  • Fevereiro: R$ 8 bilhões

  • Março: R$ 11,45 bilhões

Os dados revelam um movimento contínuo, embora com intensidade variável.

Impactos no financiamento imobiliário

A queda no saldo da poupança também pode afetar o mercado de crédito imobiliário. Isso porque parte significativa dos financiamentos habitacionais no país depende dos recursos depositados nas cadernetas.

Com menos dinheiro disponível, os bancos podem restringir o crédito ou aumentar os custos para os tomadores.


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