Aquisições em Angola e África do Sul estão no radar

Gabriela Thier Publicado em 17/02/2025, às 17h48
A Petrobrasestá traçando uma estratégia para ampliar suas reservas de petróleo, com foco em aquisições de campos localizados em países africanos. A diretora de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Anjos, destacou o interesse em explorar oportunidades em Angola, Namíbia e África do Sul durante sua participação na India Energy Week, evento que ocorre em Nova Déli, Índia.
Segundo a diretora, a empresa brasileira mantém diálogos com importantes petroleiras internacionais, incluindo ExxonMobil (Estados Unidos), Shell (Reino Unido) e TotalEnergies (França). Essas companhias já colaboram com a Petrobras na produção de petróleo no Brasil e agora podem ser parceiras em suas novas iniciativas no continente africano.
A declaração foi divulgada à agência Reuters e posteriormente confirmada pela Agência Brasil na última quarta-feira, dia 12. O encontro internacional proporcionou um ambiente propício para que a diretora discutisse os planos da empresa voltados à exploração e produção de petróleo.
Com o objetivo de reverter o esperado declínio nas reservas a partir de 2030, a Petrobras vê na aquisição de poços na África uma oportunidade estratégica. A empresa busca novas frentes que possam garantir sua sustentabilidade e crescimento no futuro.
A estatal já começou a retomar operações no continente africano. Em fevereiro do ano passado, completou a aquisição de participações em três blocos exploratórios em São Tomé e Príncipe, onde detém 45% em dois blocos e 25% no terceiro.
Recentemente, em outubro de 2024, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a expansão das atividades para a África do Sul, permitindo que a empresa adquira participação no bloco Deep Western Orange Basin (DWOB). Esta aquisição será realizada através de um processo competitivo conduzido pela TotalEnergies.
Contudo, conforme estipulado no Plano de Negócios 2025-2029 da companhia, a efetivação da participação de 10% no bloco sul-africano ainda depende da aprovação das autoridades locais.
No cenário nacional, o principal foco da Petrobras é a Margem Equatorial, uma região situada no litoral norte do Brasil e considerada como um potencial promissor semelhante ao pré-sal. Entretanto, o avanço nessa área está condicionado à autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
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