Vice-presidente enfatiza que o diálogo é essencial para encontrar alternativas viáveis nas políticas comerciais entre Brasil e EUA

William Oliveira Publicado em 13/02/2025, às 10h38
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, revelou nesta quarta-feira (12) que iniciou conversas com a embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, para discutir a tarifa de 25% aplicada às importações de aço e ferro. Alckmin destacou a intenção do governo brasileiro de estabelecer um diálogo construtivo com a administração americana, mencionando que o United States Trade Representative (USTR) é a entidade responsável por essas negociações.
Ele observou que o novo governo dos EUA ainda está em processo de formação e aprovação de seus representantes no Congresso, mas garantiu que várias comunicações já estão em andamento.
"Vamos procurar o governo norte-americano. Normalmente é o USTR [United States Trade Representative], que é o setor que cuida disso. Como o governo americano acabou de tomar posse, ainda está em aprovação no Congresso os nomes dessa área… Mas temos várias interlocuções e vamos procurar, sim, para termos a melhor solução", afirmou.
Além disso, o vice-presidente enfatizou que o governo brasileiro mantém um diálogo contínuo com o setor industrial, buscando desenvolver soluções em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Alckmin também abordou a possibilidade de implementar cotas de importação como alternativa à atual política tarifária dos Estados Unidos.
Segundo ele, as cotas representam uma "boa estratégia" para contornar os desafios impostos pela taxação. "As cotas são um bom caminho. Enquanto lá atrás foi aumentado o imposto de importação, foi estabelecida as cotas, que é um mecanismo inteligente", explicou.
Alckmin reforçou a importância do diálogo nas políticas comerciais. "O caminho é o diálogo, estamos abertos a várias alternativas. Uma delas é o estabelecimento de cotas", reiterou.
"Primeiro, cautela. Nós precisamos ter cautela nisso. A outra é diálogo. Comércio exterior é ganha-ganha. No comércio exterior você busca colocar seu produto lá fora. Compra produtos lá de fora e há um esforço grande de competitividade", concluiu ao falar com os jornalistas.
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