De acordo com o IBGE, as passagens aéreas tiveram um aumento expressivo de 10,25%, o que resultou em um acréscimo de 1,01% no índice do grupo de Transportes

William Oliveira Publicado em 24/01/2025, às 12h18
Em janeiro de 2024, as passagens aéreas registraram um aumento significativo de 10,25%, contribuindo para a elevação de 1,01% no índice do grupo de Transportes, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (24). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação, apresentou um avanço de 0,11%, contrastando com a taxa anterior de 0,34% em dezembro de 2023.
A principal pressão sobre os preços foi observada no setor de Alimentação e Bebidas, que surge em um contexto onde o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca implementar medidas para reduzir os custos dos alimentos no país.
No grupo de Transportes, também houve aumento nos preços dos combustíveis, que subiram em média 0,67%. Entre os aumentos destacados estão o etanol (1,56%), o óleo diesel (1,10%), o gás veicular (1,04%) e a gasolina (0,53%).
O aumento de 10,25% nas passagens aéreas foi o principal responsável pela elevação no grupo de Transportes. Por outro lado, o grupo Habitação observou uma queda expressiva de 3,43%, impulsionada pela redução da tarifa de energia elétrica em 15,46%, devido ao Bônus de Itaipu creditado nas faturas deste mês.
Reajustes tarifários
Em outras cidades, também houve reajustes nas tarifas de transporte público: Belo Horizonte registrou aumento de 4,00%, após reajuste de 9,52% em vigor desde 1º de janeiro; Rio de Janeiro teve alta de 2,79% devido a um reajuste de 9,30%; Salvador registrou um incremento de 2,48%, após ajuste de 7,69%; Recife subiu 1,46% devido ao reajuste de 4,87%; enquanto São Paulo apresentou uma redução de 4,24%, mesmo após aumento significativo de 13,64% nas tarifas desde 6 de janeiro.
A redução observada em São Paulo deve-se às gratuidades oferecidas durante os feriados de Natal e Ano Novo.
No setor de táxis, o Rio de Janeiro registrou aumento médio de 3,08%, resultado do reajuste de 7,83% implementado em 2 de janeiro. Em São Paulo, as tarifas do trem e metrô tiveram aumentos modestos de 1,00%, devido ao ajuste que entrou em vigor em 6 de janeiro.
Habitação
O grupo Habitação apresentou uma queda significativa, em grande parte devido à redução nas tarifas de energia elétrica, com a incorporação do Bônus de Itaipu nas contas de janeiro. A energia elétrica teve uma queda geral expressiva. Além disso, os custos com água e esgoto também sofreram variações: no Rio de Janeiro, houve aumento das tarifas de 5,68%, após reajuste no final do ano passado. Belo Horizonte e Porto Alegre também sofreram ajustes que impactaram seus índices regionais.
A variação nos preços do gás encanado (0,62%) foi causada pela alta nas tarifas no Rio de Janeiro.
Análise regional
No cenário regional do IPCA-15 em janeiro, Goiânia apresentou a maior variação, com um índice positivo de 0,53%, impulsionado pelas altas nos combustíveis. Por outro lado, Porto Alegre destacou-se com a menor variação, de -0,13%, influenciada pela queda na energia elétrica residencial e na batata-inglesa.
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