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INFLAÇÃO

IPCA chega a 4,76% em 12 meses e ultrapassa o teto da meta em outubro

Resultado representa uma aceleração de 0,12 ponto percentual em relação a setembro, quando o índice foi de 0,44%

IPCA chega a 4,76% em 12 meses e ultrapassa o teto da meta em outubro - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom
IPCA chega a 4,76% em 12 meses e ultrapassa o teto da meta em outubro - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom

William Oliveira Publicado em 08/11/2024, às 10h46


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação brasileira, registrou um aumento de 0,56% em outubro de 2024. Esse resultado representa uma aceleração de 0,12 ponto percentual em relação a setembro, quando o índice foi de 0,44%.

A divulgação feita peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (8), revela que a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 4,76%, ultrapassando em 0,26 ponto percentual o teto da meta estipulada para o ano. No acumulado do ano até outubro, o IPCA alcança 3,88%.

Influências setoriais na inflação

Os grupos Habitação e Alimentação e Bebidas foram os principais responsáveis por impulsionar a inflação em outubro. O setor de Habitação registrou um aumento de 1,49%, enquanto Alimentação e Bebidas subiu 1,06%. Juntos, esses dois grupos contribuíram com 0,23 ponto percentual para a taxa geral do mês.

No detalhamento por setores, observou-se os seguintes resultados:

  • Habitação: 1,49%
  • Alimentação e bebidas: 1,06%
  • Despesas ressoais: 0,70%
  • Comunicação: 0,52%
  • Artigos de residência: 0,43%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,38%
  • Vestuário: 0,37%
  • Educação: 0,04%
  • Transportes: -0,38%

Energia Elétrica: Principal pressão no mês

A tarifa de energia elétrica residencial subiu expressivamente em outubro, com uma variação de 4,74%. Esse aumento foi responsável por um impacto de 0,20 ponto percentual na inflação mensal. A mudança se deve à implementação da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. Em setembro, vigorava a bandeira vermelha patamar 1.

Alimentação: Carnes apresentam alta significativa

Dentro do grupo Alimentação e Bebidas, as carnes tiveram um aumento médio de preços de 5,81%, influenciando o IPCA em 0,14 ponto percentual. Essa variação é a mais alta desde novembro de 2020. Destacam-se os cortes de acém (9,09%), costela (7,40%), contrafilé (6,07%) e alcatra (5,79%). Segundo o gerente da pesquisa, André Almeira, esse movimento é explicado pela redução na oferta devido ao clima seco e ao aumento das exportações.

Transportes: Único grupo com queda

O grupo Transportes apresentou uma redução de -0,38% em outubro. O declínio foi principalmente puxado pela queda nas tarifas aéreas (-11,50%) e pela diminuição dos preços em transportes urbanos devido às gratuidades durante as eleições municipais.

INPC registra aumento similar

Paralelamente ao IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também apresentou elevação em outubro. Com um aumento de 0,61%, este índice reflete a variação média dos preços para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos. Nos últimos 12 meses, o INPC acumula alta de 4,60%.

Perspectivas Econômicas

Em relação às expectativas futuras para a inflação no Brasil em 2024, analistas consultados pelo Banco Central (BC) ajustaram suas projeções para um índice acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A previsão agora é que o IPCA encerre o ano em torno de 4,59%, superando assim o limite superior da meta, que é de 4,5%.


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