O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (10) a imposição de uma tarifa de 100% sobre todos os produtos importados da China

William Oliveira Publicado em 11/10/2025, às 12h05
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em sua plataforma Truth Social a intenção de impor uma tarifa de 100% sobre todos os produtos importados da China e implementar controles rigorosos sobre “qualquer software crítico” destinado ao país asiático. A declaração ocorre poucas horas após Trump sinalizar a possibilidade de cancelar um encontro previsto com o presidente chinês, Xi Jinping, durante a cúpula da APEC, na Coreia do Sul.
Segundo Trump, “a China adotou uma postura extremamente agressiva no comércio”, citando uma carta hostil enviada por Pequim ao mundo. O presidente americano afirmou que, a partir de 1º de novembro de 2025, a China aplicará controles de exportação abrangentes sobre praticamente todos os seus produtos, incluindo alguns que não fabrica. Para Trump, essas ações são sem precedentes no comércio internacional e representam uma falha moral nas relações com outras nações.
O anúncio ocorre em meio a tensões comerciais crescentes, especialmente após os controles de exportação “hostis” da China sobre minerais raros. Trump destacou que não vê justificativa para manter o encontro com Xi Jinping, embora a data estipulada para as tarifas ainda permita a realização da reunião antes de 1º de novembro.
Se implementadas, as novas tarifas elevarão a carga tributária sobre produtos chineses para 130%, considerando a taxa de 30% já vigente, ainda abaixo dos 145% aplicados anteriormente neste ano, antes de um acordo temporário entre os dois países.
Antes do encontro planejado, ambos os países introduziram medidas restritivas para controlar o fluxo de tecnologia e recursos. A China, por sua vez, instituiu novas taxas portuárias para embarcações americanas e iniciou uma investigação antitruste contra a Qualcomm, em resposta às restrições sobre minerais raros — elementos essenciais para motores, semicondutores e jatos militares.
O anúncio gera incertezas não apenas sobre a viagem de Trump à Ásia e o encontro com Xi Jinping, mas também sobre as negociações envolvendo a recusa da China em adquirir soja americana, prejudicando os agricultores dos EUA.
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