Por volta das 11h, a cotação atingiu R$ 6,162 e alcançou a máxima do dia a R$ 6,167

William Oliveira Publicado em 18/12/2024, às 13h13
Nesta quarta-feira (18), o dólar iniciou o dia em alta, refletindo as recentes aprovações de medidas econômicas pelo Legislativo brasileiro. A Câmara dos Deputados ratificou o texto-base de um pacote de contenção de despesas e avançou na regulamentação da reforma tributária, que agora aguarda a sanção do presidente da República. Além disso, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou o relatório final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e o Senado aprovou a renegociação das dívidas estaduais.
Às 9h04, a moeda americana subia 0,26%, cotada a R$ 6,1142. Por volta das 11h, a cotação atingiu R$ 6,162 e alcançou a máxima do dia a R$ 6,167. No pregão anterior, o dólar registrou um novo pico histórico nominal, encerrando a R$ 6,095. Os investidores seguem atentos às flutuações no mercado de títulos públicos e à próxima definição da taxa de juros nos Estados Unidos, a ser divulgada pelo Federal Reserve (Fed).
Para conter a alta da moeda americana, o Banco Central (BC) do Brasil fez intervenções no mercado, com leilões extraordinários de câmbio, ajudando a reduzir a cotação que havia ultrapassado os R$ 6,20. O índice Ibovespa também registrou alta de 0,92%, alcançando 124.698 pontos. Apesar do novo recorde nominal do dólar, é importante lembrar que o maior valor real da moeda foi atingido em setembro de 2002, quando o dólar equivalia a R$ 8,75 em valores atuais.
A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) revelou que as crescentes pressões inflacionárias levaram o comitê a adotar uma postura mais rigorosa, aumentando a taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano, com possibilidade de novos aumentos nas próximas reuniões. Em resposta a esse cenário, o dólar iniciou o dia em alta, e o BC comercializou US$ 1,272 bilhão em leilões.
Especialistas destacam que a valorização do dólar está ligada a incertezas fiscais e à falta de confiança na gestão econômica atual. A expectativa gerada pela votação do pacote de cortes nos gastos públicos tem pressionado ainda mais a moeda.
Além disso, a escassez de dólares, típica desta época do ano, tem levado instituições financeiras a reportarem dificuldades ao Banco Central, que tem se visto obrigado a vender dólares à vista para atender à demanda.
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