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Banco Central

Déficit das contas externas do Brasil atinge US$ 7,1 bilhões em julho

As exportações cresceram 4,8%, enquanto as importações subiram 8,3%, evidenciando a pressão sobre a balança comercial

As exportações cresceram 4,8%, enquanto as importações subiram 8,3%, evidenciando a pressão sobre a balança comercial - Imagem: Reprodução / Pixabay
As exportações cresceram 4,8%, enquanto as importações subiram 8,3%, evidenciando a pressão sobre a balança comercial - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 26/08/2025, às 14h37


As contas externas do Brasil registraram um déficit significativo de US$7,1 bilhões em julho de 2025, conforme os dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (26). Este saldo negativo representa um aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o déficit foi de US$5,2 bilhões.

Em uma análise comparativa, o BC destacou que a balança comercial de bens teve uma redução de US$514 milhões. Ao mesmo tempo, o déficit na renda primária apresentou um crescimento expressivo de US$1,4 bilhão.

Para o mês em questão, a balança comercial de bens apresentou um superávit de US$6,5 bilhões. Em julho de 2024, o saldo também era positivo, alcançando US$7 bilhões.

As exportações de bens totalizaram US$32,6 bilhões, marcando um aumento de 4,8%, enquanto as importações cresceram 8,3%, atingindo US$26,1 bilhões. O BC também relatou que as contas relacionadas a serviços e renda secundária mantiveram-se estáveis durante esse período.

No acumulado dos últimos doze meses até julho de 2025, o déficit em transações correntes ficou em US$75,3 bilhões, correspondendo a 3,50% do PIB (Produto Interno Bruto). Este número é superior ao déficit registrado em junho, que foi de US$73,3 bilhões (3,43% do PIB), e também maior que os US$30,7 bilhões (1,37% do PIB) observados em julho de 2024.

A conta de serviços reportou um déficit de US$5 bilhões em julho de 2025, um resultado semelhante ao observado no mesmo mês do ano anterior.

As despesas líquidas com viagens internacionais aumentaram substancialmente em 34,1%, totalizando US$1,6 bilhão. Esse crescimento decorre do aumento nas despesas em 27,2%, somando US$2,3 bilhões, enquanto as receitas aumentaram em 13,3%, alcançando US$696 milhões.

Além disso, as despesas líquidas relacionadas a serviços de telecomunicações e informações tiveram um crescimento notável de 52,7%, somando US$791 milhões. As despesas com propriedade intelectual também subiram em 26,2%, atingindo US$842 milhões. Por outro lado, as despesas relativas ao aluguel de equipamentos cresceram em 7%, totalizando US$1 bilhão. No entanto, houve uma retração significativa de 17% nas despesas líquidas com transportes, que ficaram em US$1,1 bilhão.

No que se refere à renda primária, o déficit foi de US$8,9 bilhões em julho de 2025. Este valor representa um aumento de 18,1% comparado ao déficit registrado no mesmo mês do ano anterior. As despesas líquidas com juros somaram US$4,2 bilhões, uma diminuição de 4,4% em relação a julho de 2024.

As despesas líquidas com lucros e dividendos atingiram US$4,7 bilhões neste mês; no mesmo período do ano anterior esse valor foi de apenas US$3,2 bilhões. Essa diferença é evidenciada pela redução nas receitas que caíram para US$1,5 bilhão em julho de 2025 contra os US$2,6 bilhões observados no ano anterior.

Os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país (IDP) somaram US$8,3 bilhões em julho deste ano. Esse montante é superior aos US$7,2 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. No acumulado dos últimos doze meses até julho de 2025, o IDP alcançou a cifra total de US$68,2 bilhões (3,17% do PIB), comparado a $67 bilhões (3,14% do PIB) em junho e $65,2 bilhões (2,90% do PIB) em julho de 2024.

Reservas Internacionais

As reservas internacionais brasileiras totalizaram US$345,1 bilhões em julho de 2025. Esse valor representa um aumento de US$671 milhões em comparação ao mês anterior. O crescimento das reservas foi impulsionado por um retorno líquido de operações com recompra que totalizou US$2,1 bilhões e variações por paridades que somaram outros US$1,8 bilhão; por outro lado a redução nos preços impactou negativamente as reservas com um total de $476 milhões. As receitas provenientes dos juros chegaram a $731 milhões.


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