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Inflação

Após três meses de queda, o IGP-M sobe 0,36% em agosto

O aumento no IGP-M é impulsionado por altas nos preços de commodities como minério de ferro e soja

O aumento no IGP-M é impulsionado por altas nos preços de commodities como minério de ferro e soja - Imagem: Reprodução / Joedson Alves / Agencia Brasil
O aumento no IGP-M é impulsionado por altas nos preços de commodities como minério de ferro e soja - Imagem: Reprodução / Joedson Alves / Agencia Brasil

Gabriela Thier Publicado em 28/08/2025, às 15h03


Após um período de três meses consecutivos de declínio, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), frequentemente referido como a "inflação do aluguel", apresentou uma recuperação e fechou o mês de agosto com um aumento de 0,36%. A informação foi divulgada na última quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

No mês anterior, julho, o índice havia registrado uma queda significativa de -0,77%, refletindo uma tendência negativa que se estendeu desde maio, quando o IGP-M registrou -0,49%, seguido por junho com -1,67%.

Com o resultado positivo de agosto, o IGP-M acumula um crescimento de 3,03% nos últimos doze meses. Para comparação, no mesmo período do ano passado, em agosto de 2024, o índice mensal havia sido de 0,29% e 4,26% no acumulado anual. Em março de 2025, o indicador atingiu um pico de 8,58%.

A FGVconsidera três componentes principais para calcular o IGP-M. O mais relevante é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do total do índice e reflete a inflação vivenciada pelos produtores.

Em agosto, o IPA teve uma alta de 0,43%, revertendo a tendência negativa observada em julho (-1,29%). Os principais fatores que contribuíram para essa elevação foram os aumentos nos preços do minério de ferro (6,76%), da soja em grão (3,73%) e da banana (15,03%).

Outro componente considerado no cálculo do IGP-M é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que corresponde a 30% do indicador. Neste mês, o IPC apresentou uma leve redução de 0,07%. Os itens que mais influenciaram essa desaceleração nos preços foram as passagens aéreas (-8,56%), a tarifa de eletricidade residencial (-1,97%) e a gasolina (-0,85%).

A queda nas passagens aéreas pode ser atribuída ao fim do período escolar e à consequente diminuição na demanda. Quanto à tarifa elétrica, a redução deve-se à implementação do Bônus de Itaipu — um desconto que beneficiou cerca de 80,8 milhões de consumidores.

De acordo com informações antecipadas pela Agência Brasil, esse bônus compensou a bandeira tarifária vermelha 2, que acrescenta R$7,87 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.

O terceiro componente analisado pela FGV é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também apresentou uma alta em agosto, registrando um aumento de 0,70%.

O IGP-M é amplamente conhecido como o índice da inflação do aluguel porque seu acumulado em doze meses serve frequentemente como base para reajustes anuais em contratos imobiliários. Além disso, esse indexador é utilizado para a correção de diversas tarifas públicas e serviços essenciais.

A coleta dos dados para cálculo do IGP-M é realizada em diversas cidades brasileiras como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O levantamento referente ao mês foi realizado entre os dias 21 de julho e 20 de agosto.


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