Por Marauê Carneiro

Redação Publicado em 02/11/2021, às 00h00 - Atualizado às 06h18
Por Marauê Carneiro
Hoje nossa coluna se torna um manifesto. Procurei me apegar no bom senso e na consciência das dificuldades pelas quais os poderes executivos e legislativos passaram perante a pandemia mundial, mas acima de tudo o objetivo principal é retratar o que ainda vivenciamos: um sistema muito viciado, desmoralizado e com pouca transparência. Fico com a impressão que respiramos uma completa inversão de valores e prioridades na política brasileira.
Começando pela nossa imprensa, que em sua grande maioria não possui a premissa básica da independência. Uma imprensa que muitas vezes se apega em subterfúgios e falsas narrativas para gerar conflitos e defender seus políticos de estimação.
No inicio de 2019 o partido novo apresentou o projeto que tinha como objetivo extinguir o fundo partidário, porém por motivos óbvios foi voto vencido, mas com uma surpresa relativamente agradável de 144 votos a favor. Nesse momento o congresso nacional já começa a enxugar gelo.
Assim sendo, no ano que vem veremos novamente 33 partidos políticos gastarem com o dinheiro do pagador de impostos por volta de R$ 500 milhões em santinhos que poderiam estar na saúde, educação e segurança.
Não consigo perceber um mínimo esforço por parte do Congresso Nacional para acabar com o foro privilegiado, por exemplo, além de privilégios e auxílios de modo geral.
Entrando no mérito da impunidade: será que além do assassinato da lava – jato, não vamos questionar a obstrução do senado com relação à operação lava- toga? Aquela que nasce com o propósito de passar a limpo o Poder Judiciário no Brasil como um todo, começando pela Suprema Corte.
Por essas e outras que eu digo: nenhuma das manifestações que existiram em setembro me representa.
Dados evidenciam que 40% dos brasileiros ainda não possuem saneamento básico. Aí eu fico pensando.. Quais são de fato as prioridades do Brasil? A situação econômica brasileira está uma tremenda bomba relógio. A falta de reforma, a incompetência e o populismo fiscal estão destruindo nossa economia.
É preciso vencer o establishment, que no sentido depreciativo designa uma elite social, econômica e política que exerce forte controle sobre o conjunto da sociedade, funcionando como base dos poderes estabelecidos. Caso contrário, continuaremos a enxugar gelo.
Não gostaria de realizar essa homenagem dessa forma, mas entendo que nosso escritor Ariano Suassuna tem razão na frase que diz “O otimista é um tolo. O pessimista um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso.

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