Há um golpe em curso no Brasil, visando descredibilizar o presidente da República, arrasar a economia e criar o caos. Um ambiente propício para a retomada de

Redação Publicado em 31/03/2021, às 00h00 - Atualizado às 11h09
Há um golpe em curso no Brasil, visando descredibilizar o presidente da República, arrasar a economia e criar o caos. Um ambiente propício para a retomada de poder pela esquerda. Para tanto, os marxistas (PT, PSOL, etc.) e fabianos (PSDB) aceitaram um armistício, e contam com o apoio do judiciário e da esquerdomídia tradicional.
Não dá para negar a gravidade da virose, nem todas as consequências nefastas que ela vem causando em todo o mundo. Na verdade, a politização em torno da mesma é que está vitimando cidadãos, seus familiares, os profissionais de saúde, os empresários, os que perdem sua vida, seus empregos, os idosos, as mulheres vítimas de violência, os que já tiveram a doença e ainda sofrem com suas sequelas sem saber se vão melhorar, e principalmente àqueles 50 milhões de famintos que não têm expectativa de melhora.
O que não dá para entender é como, num momento tão grave, esse “status quo” que se revezou na administração do Brasil dos últimos 30 anos, tem a coragem de incitar o caos, e promover uma guerra de narrativa que só serve para desinformar o cidadão.
Tudo bem que a vida não para, e que ano que vem voltaremos às urnas para decidir qual grupo político se mostrará mais capaz de dirigir o país. Tudo bem que grande parte da população, que não entende nem gosta de política não tenha a compreensão da premência do calendário eleitoral, com todas as suas atividades tendo que ser cumpridas em meio a este pandemônio.
Mas nada justifica utilizar este contexto de medo, angústia, choro, morte, desespero, fome, depressão, para tentar interromper a continuidade de um governo que foi escolhido pela maioria votante dos brasileiros. Isso é cruel perverso, desumano e irresponsável. É visível a escalada da gravidade com que o quadro atual do avanço da doença está sendo registrado diariamente pelos principais veículos. Hoje, alguns deles não se furtam de colocar nem mesmo fotos de caixões, mortos e médicos em total desespero na primeira página.
Governadores receberam mais de um trilhão de reais para equipar a rede SUS, mas não foram capazes de demonstrar para a justiça e órgãos de controle onde gastaram o dinheiro da saúde. Os Supremx Ministrx tiraram a centralidade das políticas de enfrentamento da crise das mãos do presidente, Chefe Maior do sistema presidencialista que está consignada na nossa Carta Magna, ao arrepio da lei, criando uma aberração jurídica sem precedentes na história, subvertendo a ordem constitucional e a harmonia entre os poderes.
O estopim dessa situação foi a propagação de um vírus. Mas a ganância e a corrupção estão destruindo nossa sociedade. Não conseguiremos nos proteger contra essa e outras crises de iguais proporções sem avaliarmos nossa conduta, de ação ou omissão, e compreendermos os efeitos devastadores da destruição dos nossos laços familiares, sociais, institucionais e constitucionais que estão sendo promovidos para que um grupo se mantenha e o outro volte ao poder no Brasil.
Cristiane Brasil é ex-deputada federal, advogada e colunista do Diário de S Paulo.
Leia também

A vitrine de Paris e a invenção do homem moderno

Copa do Mundo 2022: quem são os 26 convocados para buscar o hexa?

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Operação mira grupo suspeito de aplicar golpes milionários com cartões de crédito em São Paulo

Setor de alumínio aposta em reuso de água e descarbonização

STJ nega pedido de liberdade de Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro

Professor de artes marciais é morto com tiro na cabeça em frente a academia na Grande SP

Após assalto no Rio, Arlindinho desabafa: “Vão seus anéis, fiquem com seus dedos”

Em carta, PT critica uso uso eleitoral da fé e busca aproximação com evangélicos

CNJ abre processo disciplinar contra desembargador investigado por denúncias de crimes sexuais