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McDonald’s testa cardápio adaptado para usuários de Ozempic

Rede avalia mudanças no menu diante do avanço das canetas emagrecedoras, alteração no comportamento de consumo e aposta em mais proteína e menos carboidrato.

Rede testa adaptações no cardápio diante do crescimento no uso de medicamentos para emagrecimento - Imagem: Reprodução
Rede testa adaptações no cardápio diante do crescimento no uso de medicamentos para emagrecimento - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 18/02/2026, às 13h24


A McDonald's iniciou testes de adaptações no cardápio para atender consumidores que utilizam medicamentos análogos do GLP-1, como Ozempic e Wegovy, que influenciam hábitos alimentares ao priorizar alimentos ricos em proteína e reduzir itens calóricos.

Executivos da empresa notaram uma tendência crescente na adoção desses medicamentos, resultando em menor consumo de lanches e bebidas açucaradas, o que está levando a rede a considerar novas opções de menu, como tiras de frango grelhado e tortilhas de couve-flor.

A empresa já oferece produtos com maior teor proteico e está explorando alternativas que atendam a essa nova demanda, refletindo uma mudança nas estratégias de grandes redes de alimentação para se adaptar ao comportamento do consumidor.

A McDonald's começou a testar adaptações no cardápio para atender um público em expansão: consumidores que utilizam medicamentos análogos do GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

Durante teleconferência de resultados financeiros, executivos da companhia afirmaram que acompanham de perto o crescimento da adesão às chamadas “canetas emagrecedoras” e o impacto desse fenômeno no comportamento do consumidor.

O CEO Chris Kempczinski afirmou que a tendência de adoção desses medicamentos deve continuar e que, à medida que isso ocorre, os hábitos alimentares mudam. Segundo ele, usuários de GLP-1 tendem a priorizar alimentos ricos em proteína e a reduzir o consumo de itens altamente calóricos ou açucarados.

A vice-presidente Jill McDonald citou que a rede já oferece opções com maior teor proteico, como o Snack Wrap, sanduíches em tortilla com linguiça e tiras de frango McCrispy. Ainda assim, a empresa estuda novas alternativas alinhadas a esse perfil de consumo.

Kempczinski mencionou também que há indícios de menor consumo de lanches e redução na ingestão de bebidas açucaradas entre esse público, fatores que influenciam os produtos atualmente em fase de testes.

Especialistas do setor especulam que as mudanças podem incluir tiras ou nuggets de frango grelhado, tortilhas de couve-flor no lugar das tradicionais de trigo ou milho e hambúrgueres menores servidos com alface em substituição ao pão — modelo já adotado por redes como o Shake Shack.

O ex-chef corporativo do McDonald’s nos Estados Unidos, Mike Haracz, afirmou que a tendência deve seguir a lógica de menos carboidratos e mais proteína, com destaque também para gorduras no discurso de marketing. A nutricionista Amy Goodson destacou que médicos recomendam maior ingestão de proteína para usuários desses medicamentos, como forma de preservar massa magra.

A movimentação indica que o impacto das canetas emagrecedoras já começa a redesenhar estratégias de grandes redes globais de alimentação, que buscam adaptar o portfólio às novas demandas do consumidor.


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