A idosa de 86 anos procurou ajuda médica por ter suspeita de câncer e descobriu um feto calcificado em sua barriga

Milleny Ferreira Publicado em 20/03/2024, às 11h22
Um caso surpreendente ganhou destaque nesta semana, uma senhora de 86 anos foi até o hospital com suspeita de câncer, mas na verdade, ela estava com um feto morto em sua barriga. Inicialmente, a maior possibilidade para os médicos seria dar o diagnóstico de câncer para a idosa, já que a mesma possuía uma massa abdominal, mas após exames foi descoberto o feto papiráceo.
O caso aconteceu em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, os médicos descobriram o estado da senhora após realizarem uma tomografia e no mesmo dia fizeram a retirada o bebê calcificado, porém a paciente não resistiu ao procedimento.
A última vez que a idosa entrou em trabalho de parto foi há 56 anos, o que de acordo com uma estimativa da equipe médica sugere que a mulher tenha carregado aquele “bebê de pedra” por pelo menos 50 anos, tratando-se de um caso muito raro e quase único da medicina.
O nome correto para esse tipo de caso seria ‘Litopedia’, que é a consequência de uma gestação ectópica, quando o óvulo fertilizado é implantado fora do útero, e nesses casos, infelizmente a evolução do feto seria sempre para um óbito e, em casos raros e isolados, como este, pode haver a calcificação.
De acordo com o portal Metrópoles, quando ocorrem esse tipo de situação é um efeito do próprio corpo da mulher, para se auto proteger de uma infecção, o sistema imunológico reconhece o feto como um corpo estranho e faz uma película protetora de cálcio em torno dele.
A senhora de 86 anos não resistiu ao procedimento de retirada, e segundo informações dadas pelo secretário municipal de saúde da cidade de Ponta Porã, Patrick Dezir, “a paciente morreu em decorrência de um quadro grave de infecção generalizada”.
Esse não é o primeiro caso conhecido, em 2019 médicos do Hospital de Aeronáutica do Rio de janeira se depararam com um caso semelhante da litopedia, e após uma pesquisa, foi constatado que existem apenas 330 casos de “bebês de pedra” conhecidos por todo o mundo e a incidência estimada para esse estado seja 0,0054% das gestações.
Existe possibilidade onde o feto calcificado pode não ser detectado por décadas e pode causar uma variedade de complicações, assim como foi o caso da idosa de Ponta Porã, como feridas, aderências ou massas no abdômen. Na maioria dos casos, o feto calcificado é identificado antes por uma radiografia abdominal.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Frente fria traz garoa e frio intenso para São Paulo nesta semana

VÍDEOS polêmicos de MC Pipokinha em site pornô horrorizam internautas

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Fies: estudantes com parcelas em dia terão mais tempo para quitar financiamento

Cratera aberta durante obra da Sabesp interdita três casas em Osasco

Polícia investiga festa com fuzis em Vigário Geral e suspeita de presença de Peixão

Mulher é encontrada morta em estacionamento de UBS na Zona Sul de São Paulo

Apenas 5% das ações contra políticos no STF terminam em condenação