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Aposta em pesquisa

Governo lança programa com R$ 120 milhões para impulsionar pesquisas clínicas no Brasil

Iniciativa busca acelerar desenvolvimento de medicamentos e fortalecer autonomia nacional na área da saúde

Expansão do Programa Agora Tem Especialistas traz unidades móveis para diagnóstico precoce de câncer em diversas regiões - Imagem: Reprodução/Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo
Expansão do Programa Agora Tem Especialistas traz unidades móveis para diagnóstico precoce de câncer em diversas regiões - Imagem: Reprodução/Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo

Letícia Sales Publicado em 17/04/2026, às 13h49


O Ministério da Saúde lançou, nesta sexta-feira (17), o Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin), com previsão de investir R$ 120 milhões ainda este ano. Os recursos serão destinados por meio de consulta pública, permitindo que hospitais federais, universidades e institutos de pesquisa apresentem projetos.

A proposta do governo é estruturar diretrizes que agilizem o desenvolvimento de medicamentos, tratamentos e equipamentos inovadores, com foco nas necessidades da população brasileira e no fortalecimento da soberania nacional em saúde.

Durante o lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância de ampliar a participação do país em estudos clínicos. “A gente vai descobrindo os medicamentos mais adequados para as características da população brasileira. Faz parte do esforço de aumentar a produção local”, afirmou, durante a feira SUS Inova Brasil, no Rio de Janeiro.

Ainda na capital fluminense, Padilha anunciou avanços na criação de um novo complexo do Instituto Nacional de Câncer (Inca). “O novo campus do Inca vai juntar 18 prédios que são fragmentados num grande hospital, com R$ 2,5 bilhões previstos, uma parceria com o BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social]”, disse.

A agenda do ministro também incluiu o anúncio da expansão do Programa Agora Tem Especialistas, com unidades móveis de atendimento em diferentes regiões do país. Entre elas, uma carreta de saúde da mulher foi direcionada ao bairro de Realengo, na zona oeste do Rio, com foco no diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero.

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do governo para ampliar o acesso à inovação no Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.


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