Com mais de 46 mil infectados com dengue, cidade de São Paulo enfrenta surto preocupante em bairros de todas as regiões

Sabrina Oliveira Publicado em 23/05/2025, às 08h20
A cidade de São Paulo enfrenta um cenário preocupante com a alta rápida dos casos de dengue. Só em 2025, já são mais de 46 mil pessoas infectadas pela doença. Na última semana, os registros cresceram de forma expressiva, com 3.693 novos casos confirmados até a última segunda-feira.
Em comparação com a semana anterior, o aumento foi de 143 casos, o que indica que o vírus segue se espalhando sem controle. Autoridades de saúde alertam que a situação pode piorar ainda mais nas próximas semanas.
45 bairros já estão em epidemia
Atualmente, 45 bairros da capital vivem uma situação epidêmica. Isso significa que eles ultrapassaram a marca de 300 casos por 100 mil habitantes. Entre os novos bairros que entraram nessa lista, estão Itaim Bibi, Anhanguera, Vila Guilherme, Jardim Helena, Iguatemi e Socorro.
O Jardim Ângela, na Zona Sul, continua sendo o local com o maior número de casos. Desde o início do ano, a região se destaca como uma das mais afetadas pela doença.
Mortes aumentam e jovens estão entre as vítimas
O número de mortes confirmadas por dengue na capital subiu para 14. A faixa etária que mais registra óbitos está entre 20 e 34 anos, com cinco mortes. Houve ainda dois casos fatais entre crianças de 10 a 14 anos.
A presença de casos graves em jovens e adolescentes preocupa profissionais da saúde. Isso reforça a necessidade de reforçar a prevenção e a vacinação nesse grupo.
Vacinação segue abaixo do esperado
Apesar da vacina contra a dengue estar disponível gratuitamente pelo SUS, a adesão ainda é muito baixa. O imunizante Qdenga, indicado para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, exige duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
Desde abril de 2024, apenas 54,95% das pessoas nessa faixa etária tomaram a primeira dose, e só 27,84% voltaram para a segunda. A vacina é recomendada mesmo para quem já teve dengue no passado.
Cuidados simples ainda são os mais eficazes
Enquanto a vacinação não atinge níveis ideais, os cuidados diários seguem como a melhor forma de evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Algumas medidas são essenciais:
Não deixe água parada em recipientes, pneus ou vasos;
Tampe bem caixas d'água e baldes;
Lave com frequência os potes e pratinhos de plantas;
Coloque areia nos vasos para evitar acúmulo de água;
Evite entulhos no quintal ou garagem.
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