Óbito ocorreu em Mato Grosso e autoridades investigam outra morte suspeita no estado

Erika Osti Publicado em 20/02/2026, às 17h20
Mato Grosso confirmou a primeira morte por chikungunya no Brasil em 2026. O óbito foi registrado no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, a 552 km de Cuiabá, conforme dados do painel oficial do Ministério da Saúde divulgados nesta sexta-feira (20). A vítima não teve a identidade revelada. Além do caso confirmado, a Secretaria Estadual de Saúde investiga uma segunda morte suspeita em Sinop.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vítima morreu em decorrência de complicações provocadas pela doença. Mesmo com o registro, o cenário atual é menos grave do que o observado no mesmo período do ano passado. Entre 1º de janeiro e 19 de fevereiro deste ano, Mato Grosso notificou 321 casos de chikungunya. No mesmo intervalo de 2025, o estado enfrentava um surto expressivo, com mais de 17 mil casos prováveis e 26 mortes confirmadas.
Os dados históricos mostram a dimensão do avanço da doença no ano passado. Em 2025, Mato Grosso acumulou cerca de 50,2 mil casos prováveis de chikungunya e 68 mortes. Segundo a Diretoria de Vigilância em Saúde, naquele período houve aumento superior a 6.500% nas notificações, com a média semanal saltando de cinco para 305 registros.
O monitoramento também acompanha a situação da dengue. Em 2026, o estado soma mais de 2 mil casos notificados e uma morte confirmada em Diamantino. Assim como ocorre com a chikungunya, os números atuais estão abaixo dos registrados no início de 2025, quando Mato Grosso já contabilizava mais de 35 mil casos e 23 mortes por dengue no mesmo intervalo.
No cenário nacional, a chikungunya segue sob vigilância das autoridades de saúde, embora os números iniciais de 2026 indiquem desaceleração em relação ao ano anterior. Dados do painel do Ministério da Saúde mostram que Mato Grosso concentra, até o momento, o único óbito confirmado no país neste ano. Em 2025, porém, o Brasil enfrentou avanço expressivo da doença em diversas regiões, com cerca de 106 óbitos, impulsionado pela circulação do mosquito Aedes aegypti e por condições climáticas favoráveis.
As autoridades de saúde reforçam a importância da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas doenças, e orientam a população a procurar atendimento médico diante de sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e manchas pelo corpo.
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