Diário de São Paulo
Siga-nos
Vacina atualizada

Anvisa determina atualização obrigatória de vacinas contra Covid-19 no Brasil

Novos imunizantes deverão ser adaptados à variante predominante LP.8.1 para reforçar proteção da população

Com a atualização, o Brasil busca garantir a proteção da população frente às mutações do coronavírus em circulação - Imagem: Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil
Com a atualização, o Brasil busca garantir a proteção da população frente às mutações do coronavírus em circulação - Imagem: Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

Letícia Sales Publicado em 25/03/2026, às 12h16


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabeleceu uma nova diretriz para as vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil. A partir de agora, os imunizantes deverão ter sua composição atualizada para garantir maior eficácia contra a variante LP.8.1 do vírus Sars-CoV-2, atualmente predominante no país.

A medida foi oficializada nesta quarta-feira (25), por meio de instrução normativa publicada no Diário Oficial da União. O texto determina que as novas vacinas sejam monovalentes, ou seja, desenvolvidas exclusivamente com base na cepa LP.8.1, acompanhando a evolução do vírus e as recomendações científicas mais recentes.

Na prática, a decisão exige que os fabricantes submetam à Anvisa dados atualizados sobre seus imunizantes, incluindo informações sobre produção, controle de qualidade e estudos de resposta imunológica. A intenção é assegurar que as vacinas oferecidas à população estejam alinhadas com o cenário epidemiológico atual.

Para evitar impactos imediatos nas campanhas de vacinação, a norma prevê uma regra de transição. Vacinas baseadas na cepa JN.1, já aprovadas anteriormente, poderão continuar sendo utilizadas por um período limitado. Segundo a agência, esses imunizantes terão validade de até nove meses após a aprovação da nova atualização.

A nova regulamentação substitui a norma anterior, publicada em 2025, e reforça a estratégia de adaptação contínua das políticas de imunização no país. A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da Anvisa em reunião realizada no dia 24 de março.

Com a mudança, o Brasil segue a tendência internacional de atualizar periodicamente as vacinas contra a Covid-19, buscando manter a proteção da população diante das mutações do vírus.


últimas notícias