Presidente defendeu ações contra corrupção e milícias durante evento da Fiocruz e prometeu apoio federal na área da segurança pública

Redação Publicado em 23/05/2026, às 19h02
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (23), no Rio de Janeiro, que o governador em exercício do estado, Ricardo Couto, deve concentrar esforços no combate à corrupção e às milícias que atuam no cenário político fluminense. A declaração foi feita durante a inauguração da nova sede do Centro Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, na capital carioca.
Durante o discurso, Lula destacou que Couto assumiu o comando do estado em meio a uma crise política e disse que a população não espera grandes obras neste momento, mas sim medidas firmes contra grupos criminosos e agentes públicos envolvidos em irregularidades. Segundo o presidente, o Rio de Janeiro não pode continuar refém do crime organizado, apesar de ser uma das cidades mais conhecidas do mundo.
Ninguém tá esperando que você faça um viaduto, uma ponte, uma praia artificial. Sabe o que as pessoas esperam de você? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram este estado e os deputados que fazem parte de uma milícia organizada", afirmou o presidente.
Ricardo Couto é desembargador e presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele assumiu o Palácio Guanabara em março deste ano após a renúncia do então governador Cláudio Castro, que deixou o cargo em meio a um processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral. Na mesma crise política, o presidente eleito da Assembleia Legislativa do estado, Rodrigo Bacellar, também acabou afastado.
Lula afirmou ainda que o governo federal pretende auxiliar o estado em ações voltadas à segurança pública. O presidente voltou a defender a recriação do Ministério da Segurança Pública e citou a proposta de emenda à Constituição que amplia a participação da União no enfrentamento às facções criminosas.
Desde que assumiu o governo interinamente, Couto iniciou uma ampla reformulação administrativa. Entre março e a última quarta-feira (20), mais de 3 mil exonerações foram publicadas no Diário Oficial do estado, atingindo secretarias e órgãos ligados à estrutura do governo fluminense. A gestão tem chamado as mudanças de “choque de gestão”, em meio ao esforço para reorganizar a administração estadual após os recentes escândalos políticos.
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