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CONGRESSO NACIONAL

Sessão na Câmara termina em bate-boca após acusações de censura e troca de provocações entre deputadas

Discussão envolvendo parlamentares do PL e do PT elevou o tom no plenário após pedido para retirar declarações das notas taquigráficas e gerou debate sobre censura, regimento interno e ofensas durante a sessão.

Discussão entre parlamentares do PL e do PT elevou o tom da sessão e provocou troca de acusações no plenário da Câmara dos Deputados. - Imagem: Bruno Pinheiro / Jovem Pan
Discussão entre parlamentares do PL e do PT elevou o tom da sessão e provocou troca de acusações no plenário da Câmara dos Deputados. - Imagem: Bruno Pinheiro / Jovem Pan

Redação Publicado em 15/07/2026, às 10h52


A sessão da Câmara dos Deputados foi marcada por um intenso confronto verbal entre parlamentares da base governista e da oposição, iniciado por um discurso do deputado Nikolas Ferreira e culminando em acusações de censura e ofensas pessoais.

A deputada Jack Rocha pediu a retirada de trechos do discurso de Ferreira, alegando ofensas à primeira-dama e à relatora do PL da Misoginia, enquanto a deputada Julia Zanatta contestou o pedido, considerando-o uma tentativa de censura que poderia limitar a liberdade de expressão dos deputados.

Apesar da tensão e das trocas de acusações, os trabalhos legislativos continuaram normalmente após a intervenção da Mesa Diretora, refletindo a polarização crescente nas discussões sobre liberdade de expressão e direitos das mulheres na Câmara.

A sessão de discursos da Câmara dos Deputados foi marcada por momentos de forte tensão nesta terça-feira (14), após um confronto verbal entre parlamentares da base governista e da oposição. A discussão teve início depois de um discurso do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e terminou com troca de acusações envolvendo censura, respeito ao regimento interno e ofensas entre deputados.

O episódio começou quando a deputada Jack Rocha (PT-ES) solicitou que trechos do pronunciamento de Nikolas Ferreira fossem retirados das notas taquigráficas da Câmara. Segundo a parlamentar, as declarações continham ofensas direcionadas à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e à deputada Tabata Amaral (PSB-SP), relatora do projeto conhecido como PL da Misoginia.

A manifestação foi imediatamente contestada pela deputada Julia Zanatta (PL-SC), que classificou o pedido como uma tentativa de censura. Para a parlamentar, a solicitação representaria um precedente que poderia restringir a liberdade de manifestação dos deputados durante os debates em plenário.

Em meio ao impasse, Julia Zanatta também questionou o uso de cartazes por parlamentares durante a sessão, alegando que a prática contraria as normas internas da Câmara. Durante a discussão, a deputada dirigiu-se à colega Maria do Rosário (PT-RS), cobrando explicações após afirmar ter sido chamada de "nazista".

"Quem que é nazista, Maria do Rosário? Fala, se a senhora tem coragem", declarou Zanatta durante a sessão, elevando ainda mais o clima de confronto entre os parlamentares.

A discussão prosseguiu quando a deputada voltou a cobrar o cumprimento do regimento da Casa e criticou a condução dos trabalhos pelo deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que presidia a sessão naquele momento.

"Eu só estou tentando fazer cumprir a normativa dessa Casa. Se o senhor não quiser cumprir como presidente, essa sessão deveria acabar", afirmou.

Apesar da troca de acusações e do ambiente de tensão, os trabalhos legislativos seguiram normalmente após a intervenção da Mesa Diretora.

O episódio evidencia o ambiente de polarização que tem marcado os debates na Câmara dos Deputados, especialmente em discussões relacionadas à liberdade de expressão, direitos das mulheres e limites da atuação parlamentar durante as sessões.


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