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COMÉRCIO EXTERIOR

Flávio Bolsonaro diz ter negociado contra tarifaço e responsabiliza Lula por tensão comercial

Pré-candidato do PL afirma que buscou diálogo com autoridades americanas para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros e volta a atribuir ao governo Lula o agravamento da relação com Washington.

Flávio Bolsonaro afirma que buscou negociar diretamente com autoridades dos Estados Unidos para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros. - Imagem: Divulgação / Donald Trumo
Flávio Bolsonaro afirma que buscou negociar diretamente com autoridades dos Estados Unidos para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros. - Imagem: Divulgação / Donald Trumo

Redação Publicado em 15/07/2026, às 10h26


O senador Flávio Bolsonaro criticou o presidente Lula pela deterioração das relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em relação à possível imposição de novas tarifas de importação sobre produtos brasileiros. Ele afirmou ter buscado negociar com autoridades americanas para proteger os interesses econômicos do Brasil.

Flávio Bolsonaro destacou que o governo brasileiro adotou uma postura de confronto, enquanto ele tentou abrir canais de diálogo, defendendo que a taxação deveria ser adiada até após as eleições de 2026 para evitar benefícios eleitorais a Lula. Ele também expressou sua posição contrária a qualquer tarifa, afirmando que apenas Lula deseja essas taxas.

O governo brasileiro está atento aos possíveis impactos de um aumento tarifário nas exportações, especialmente nos setores de agronegócio e commodities, enquanto o mercado financeiro e representantes do setor produtivo demonstram preocupação com os prejuízos que um 'tarifaço' poderia causar.

Na expectativa da decisão do governo dos Estados Unidos sobre a possível aplicação de novas tarifas de importação sobre produtos brasileiros, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo agravamento das relações diplomáticas entre os dois países.

Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (15), data prevista para a definição da política tarifária americana, Flávio afirmou que atuou diretamente junto a autoridades dos Estados Unidos para tentar impedir a adoção das taxas.

Segundo o senador, enquanto o governo brasileiro teria mantido uma postura de confronto com Washington, ele buscou abrir canais de negociação para defender os interesses econômicos nacionais.

"Enquanto o Lula atacou e provocou os Estados Unidos o tempo todo, eu fui lá negociar. Bati em todas as portas, conversei com quem tinha que conversar", escreveu.

Flávio também declarou que pretende adotar a mesma postura em relação às tarifas aplicadas pela China e afirmou que sua prioridade é proteger a economia brasileira independentemente das disputas políticas.

O posicionamento ocorre poucos dias após o parlamentar participar de uma audiência pública nos Estados Unidos, onde defendeu que uma eventual taxação sobre produtos brasileiros fosse adiada até depois das eleições presidenciais de 2026. Na ocasião, argumentou que uma medida imediata poderia acabar beneficiando eleitoralmente o presidente Lula.

Posteriormente, o senador esclareceu que sua posição é favorável ao cancelamento definitivo das tarifas, e não apenas ao adiamento.

"Eu não quero tarifa para o Brasil. Só quem quer tarifa é o Lula", declarou em entrevista após o evento.

O debate ganhou novos contornos após declarações anteriores do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que chegou a defender medidas mais duras dos Estados Unidos contra o Brasil em meio ao impasse comercial. Mais recentemente, Eduardo afirmou que, mesmo diante de um cenário econômico desfavorável, via a pressão internacional como forma de responsabilizar o atual governo.

Enquanto aguarda a definição das autoridades norte-americanas, o governo brasileiro acompanha os impactos que uma eventual elevação tarifária poderá provocar sobre as exportações nacionais, especialmente em setores ligados ao agronegócio, indústria e commodities.

A decisão dos Estados Unidos é acompanhada com atenção pelo mercado financeiro, exportadores e representantes do setor produtivo, que temem prejuízos caso o chamado "tarifaço" seja confirmado.


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