Mais de 1.200 pessoas foram detidas nas instalações bolsonaristas de Brasília

Nathalia Jesus Publicado em 10/01/2023, às 09h55
Na noite da última segunda-feira (09), a Polícia Federal liberou dois ônibus com grupos de mulheres com filhos pequenos e idosos que haviam sido detidos no desmonte do acampamento bolsonarista em frente ao quartel general do Exército em Brasília.
O fim do acampamento foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após os ataques às sedes dos Três Poderes no último domingo (08). Na represália da polícia, cerca de 1.200 pessoas foram presas.
Do acampamento os detidos foram encaminhados para um comboio de ônibus até a Academia da Polícia Federal, em Brasília.
Segundo informou o ministro da Justiça, Flávio Dino, os detidos seriam identificados e ouvidos pelas autoridades. À depender da avaliação dos responsáveis, eles seriam liberados ou encaminhados para uma detenção preventiva.
Os idosos que foram liberados na noite de ontem têm comorbidades.
A expectativa da polícia é que a identificação e audiência de todos os detidos seja feita até esta terça-feira (10).
Diversos vídeos nas redes sociais denunciam a falta de assistência no Acampamento da Polícia Federal. Os detidos reclamam que não há comida, água e banheiro disponíveis, além de não terem nenhuma orientação sobre os trâmites que deverão seguir nos próximos momentos.
Essas imagens precisam rodar o mundo e mostrarmos o novo campo de concentração do Alexandre de Moraes e que não temos nenhum DIREITOS HUMANOS a favor dos cidadãos de bem, só funciona para estrupador e assassinos. pic.twitter.com/DykoljeOGR
— Familia Cohen🕎🔯🇺🇸 (@familia_5) January 10, 2023
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