Indiciamentos e novas provas marcam fase final da investigação

Sabrina Oliveira Publicado em 30/08/2024, às 11h06
A Polícia Federal está prestes a concluir o inquérito que investiga a tentativa de golpe pelos ataques ocorridos em 8 de janeiro. A expectativa é que o relatório final seja apresentado em setembro, trazendo consigo uma série de indiciamentos que podem incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros de seu governo, generais, advogados e blogueiros que teriam algum envolvimento com os acontecimentos. Segundo fontes da investigação, este será o último de uma série de inquéritos envolvendo o ex-presidente, após as conclusões dos casos de fraude no cartão de vacinas e das joias sauditas.
O relatório da Polícia Federal vai detalhar os atos criminosos cometidos e a participação de cada investigado, com base em novas evidências coletadas, inclusive a partir de provas compartilhadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante o curso das investigações, diversos prazos para a conclusão do inquérito foram estipulados, como em julho e agosto. No entanto, com a inclusão de novas informações, a finalização do relatório foi adiada para setembro.
Entre os principais alvos da investigação estão ex-ministros do governo Bolsonaro, incluindo nomes como o general Braga Netto, que ocupou o Ministério da Defesa, e o general Augusto Heleno, que liderou o Gabinete de Segurança Institucional. Além deles, ex-comandantes das Forças Armadas, advogados e alguns blogueiros que, segundo a investigação, desempenharam papéis significativos nos ataques de 8 de janeiro, também são citados como possíveis indiciados no relatório da PF.
Há um consenso dentro da Polícia Federal de que qualquer ação mais enérgica, como prisões, deve ser cuidadosamente planejada para não interferir no processo eleitoral. A Procuradoria Geral da República (PGR), responsável por formalizar as denúncias após a conclusão do inquérito, também adota essa postura cautelosa. Fontes internas indicam que, embora os indiciamentos sejam iminentes, as prisões podem ocorrer "no momento oportuno", evitando qualquer impacto negativo durante o período eleitoral.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator do caso.
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