Protesto reúne familiares e amigos em busca de justiça após o incidente fatal

Sabrina Oliveira Publicado em 30/08/2024, às 12h12
Familiares e amigos de Camilly Pereira Lima, uma adolescente de 17 anos, tomaram as ruas da zona sul de São Paulo em um protesto marcado pela dor e pelo pedido de justiça. A jovem foi morta na última sexta-feira, após ser baleada nas costas por Marcelo Teles, um guarda civil metropolitano (GCM), durante uma perseguição na região do Capão Redondo, perto do limite com Embu das Artes.
Camilly estava na garupa de uma moto pilotada por seu namorado, sem capacete, quando uma equipe da GCM desconfiou e iniciou uma perseguição. Ao tentar acessar uma viela, a adolescente foi atingida por um tiro fatal disparado pelo agente.
O protesto ocorreu na noite da última quinta-feira, quando moradores, amigos e familiares da vítima se reuniram na Estrada de Itapecerica, onde atearam fogo em madeiras e interditaram a via nos dois sentidos por cerca de uma hora. Com faixas e cartazes que estampavam a foto de Camilly, os manifestantes clamavam por respostas e por justiça diante da tragédia que tirou a vida da jovem. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar o protesto e garantir a segurança no local.
Confira vídeo do momento do protesto:
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Segundo relatos dos guardas envolvidos — Charles Tosta, Adriana Rodrigues, Marcelo Teles e Lucas Freires —, a equipe ouviu um "barulho" e um "clarão" que interpretaram como disparos de arma de fogo, o que os fez reagir em defesa própria enquanto passavam por motociclistas na área. Marcelo Teles admitiu ter atirado, alegando que a ação foi muito rápida e que o local estava escuro, o que dificultou a identificação das características dos motoqueiros e das motos.
Após o disparo, Camilly foi socorrida e levada a uma unidade de pronto atendimento, mas não resistiu aos ferimentos. O guarda Marcelo Teles foi preso em flagrante por homicídio culposo, que é quando não há intenção de matar. Apesar da gravidade da situação, foi estipulada uma fiança que permitiu a liberação do agente após o pagamento. A Prefeitura de São Paulo afastou o GCM de suas funções.
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