Celebridades como Gusttavo Lima, Luísa Mell e Val Marchiori são sondadas por partidos

Redação Publicado em 28/01/2026, às 13h01
Mesmo ainda distante do calendário oficial das eleições de 2026, o cenário político nacional já começa a revelar movimentações discretas nos bastidores, impulsionadas por partidos que buscam se antecipar a um ambiente eleitoral considerado mais fragmentado, volátil e cada vez menos previsível.
Dirigentes partidários e analistas têm apontado a existência de um vácuo expressivo de eleitores sem vinculação orgânica com partidos, lideranças ou ideologias. Trata-se de um contingente menos fiel, mais crítico e cada vez mais sensível a temas concretos do cotidiano. Nesse contexto, segurança pública, qualidade dos serviços essenciais e questões ligadas ao bem-estar social despontam como pautas capazes de mobilizar esse eleitorado nos próximos anos.
Diante desse cenário, partidos de diferentes espectros, especialmente legendas de centro e de perfil pragmático, intensificaram o mapeamento de perfis com alto grau de reconhecimento público, comunicação direta e presença consolidada fora da política institucional. O objetivo é identificar nomes com potencial de ampliar o alcance das legendas, dialogando com segmentos que tradicionalmente se mantêm distantes das estruturas partidárias.
Esse movimento tem precedentes recentes. Em análises internas e conversas reservadas, dirigentes costumam citar exemplos de atores, músicos, atletas e influenciadores que já foram sondados ou chegaram a disputar eleições, como Babu Santana, Alexandre Frota e Thammy Miranda, além do cantor Gusttavo Lima, frequentemente mencionado em projeções para 2026. No campo esportivo, nomes como Tandara, do vôlei, e Kelly Santos também figuram entre os casos de atletas procurados por legendas em ciclos eleitorais anteriores.
Entre influenciadores e personalidades da mídia, aparecem referências como Luísa Mell, Dudu Camargo e Sarah Poncio, enquanto outros nomes conhecidos do público, como Marquito e Alexandre Corrêa, também já integraram ou foram citados em articulações partidárias recentes. Em comum, esses perfis carregam alto grau de exposição pública, identidade própria e capacidade de dialogar diretamente com parcelas do eleitorado pouco alcançadas pela política tradicional.
É dentro desse movimento mais amplo que também passam a ser mencionados, em conversas reservadas, outros nomes com forte visibilidade pública que nunca tiveram contato direto com a política, como o de Val Marchiori. Segundo interlocutores do meio político, seu nome tem aparecido em avaliações preliminares de diferentes partidos não apenas pela notoriedade, mas também pelo engajamento em pautas de interesse social e pela forte presença nas redes, fatores considerados estratégicos na construção de capital eleitoral fora dos meios tradicionais.
Nos bastidores, dirigentes ponderam que ainda é cedo para transformar essas sondagens em movimentos formais. As articulações seguem em fase de escuta, observação e amadurecimento, dependendo de alinhamento interno, definição de estratégias partidárias e leitura mais clara do humor do eleitorado.
De forma mais ampla, analistas avaliam que essas movimentações refletem um momento de transição no sistema político brasileiro, marcado pelo enfraquecimento da fidelidade partidária e pela crescente influência de fatores externos à política institucional, como redes sociais, comunicação direta e pautas de impacto imediato no cotidiano da população.
Nesse ambiente, partidos passam a disputar não apenas alianças formais, mas também a capacidade de construir identificação pessoal e credibilidade junto a um eleitorado cada vez mais disperso e exigente. A antecipação das conversas e o mapeamento de perfis fora do circuito convencional revelam uma tentativa de adaptação a esse novo cenário, no qual a mobilização e o reconhecimento público tendem a pesar tanto quanto o histórico partidário.
Por ora, o consenso nos bastidores é de cautela. Ainda assim, a intensificação dessas articulações indica que o processo de reorganização política para 2026 já está em curso, com legendas buscando se reposicionar diante de um eleitorado em transformação e de um ambiente institucional que exige novas formas de construção de legitimidade e representação.
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