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"Não achei uma galinha que explique isso", diz Lula ironizando alta do ovo

Após isenção de tarifas de importação, governo apresenta iniciativas para controlar a alta nos preços da cesta básica e assegurar qualidade

Luiz Inácio Lula da Silva. - Imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert
Luiz Inácio Lula da Silva. - Imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert

por Marina Milani

Publicado em 07/03/2025, às 20h50


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, nesta sexta-feira (7), a intenção de implementar ações mais rigorosas para lidar com o crescente aumento dos preços dos alimentos. A declaração surgiu um dia após o governo federal ter divulgado a isenção das tarifas de importação de produtos essenciais, como café, carnes e azeite. Lula expressou sua preocupação em relação à elevação dos preços, particularmente do ovo, e revelou que está em busca de alternativas para abordar essa questão.

Durante uma visita a um acampamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Minas Gerais, Lula destacou: "Estou preocupado com o preço dos alimentos. Estamos realizando esforços significativos; ontem tivemos uma reunião no Palácio do Planalto com diversos ministros e empresários. Já adotamos algumas medidas, mas busco entender a razão para o aumento do preço do ovo. Não consegui identificar uma galinha que justifique esse aumento; ela continua a cantar quando põe ovos, mas o preço está fora de controle. Há quem diga que é devido ao calor ou à exportação, e estou em busca de respostas, pois gosto de consumir dois ovos diariamente."

O presidente acrescentou: "O preço do café está elevado, o mesmo se aplica ao milho. Estamos trabalhando para encontrar soluções. Não desejamos confrontos; nosso objetivo é alcançar soluções pacíficas. No entanto, se não conseguirmos encontrar uma saída, teremos que considerar ações mais drásticas, pois nossa prioridade é garantir alimentos acessíveis na mesa do brasileiro."

No dia anterior (6), o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o governo decidiu eliminar as tarifas de importação sobre itens da cesta básica e solicitou que os Estados reduzissem os impostos incidentes sobre esses produtos. As novas medidas estão previstas para serem implementadas em breve, dependendo da aprovação da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Além da isenção das tarifas de importação, o governo apresentou um conjunto de cinco iniciativas destinadas a conter a alta nos preços. Dentre essas ações, destaca-se a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos e Insumos Agropecuários, com o intuito de assegurar a qualidade dos alimentos disponíveis no mercado. O estímulo ao Plano Safra também foi mencionado como uma forma de apoiar a produção agrícola.

Outras estratégias incluem o fortalecimento dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a divulgação das melhores ofertas disponíveis no mercado. O governo ainda fez um apelo aos Estados para que adotem a isenção do ICMS sobre os produtos da cesta básica, visando assim aliviar a carga tributária sobre itens essenciais à população.


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