A cirurgia de Jair Bolsonaro visa corrigir hérnia inguinal e tratar soluços persistentes, com previsão de internação de até sete dias

Gabriela Thier Publicado em 24/12/2025, às 15h41
O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização nesta quarta-feira (24), para que Flávio e Carlos Bolsonaro realizem uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no hospital DF Star. O ex-mandatário está internado para uma cirurgia programada que ocorrerá na quinta-feira (25). Os filhos deverão seguir as diretrizes estabelecidas pela instituição de saúde durante a visita.
A intervenção cirúrgica visa a correção de uma hérnia inguinal bilateral, além de abordar um quadro de soluços persistentes que tem afetado a saúde do ex-presidente nos últimos tempos.
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e esposa do ex-presidente, também estará presente durante o procedimento, mas deverá manter seu telefone celular fora de uso enquanto acompanha o marido.
O processo de internação e os procedimentos médicos estão sendo cuidadosamente organizados e monitorados. Na manhã desta quarta, Jair Bolsonaro foi admitido no hospital para exames pré-operatórios. A cirurgia está agendada para ocorrer amanhã.
A equipe médica responsável pelo atendimento é liderada pelo cirurgião Cláudio Birolini e compreende duas intervenções principais:
Correção de Hérnia Inguinal Bilateral: Esta cirurgia tem como objetivo reparar uma protuberância na região da virilha, causada pelo enfraquecimento da parede abdominal. Especialistas indicaram que a condição se agravou devido ao aumento da pressão intra-abdominal, intensificada por episódios de tosse crônica e soluços.
Bloqueio Anestésico do Nervo Frênico: Esta técnica visa controlar os soluços persistentes (singulto), que podem estar relacionados a irritações ou lesões nervosas, possivelmente decorrentes de múltiplas cirurgias anteriores.
A autorização para a transferência e o procedimento cirúrgico foram concedidas após uma avaliação da Polícia Federal, que considerou a operação como eletiva e não emergencial. Mesmo assim, a necessidade da cirurgia foi confirmada por perícia oficial.
Em relação à segurança, o ex-presidente encontra-se sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Sua escolta até o hospital foi realizada sob rigoroso sigilo e com forte aparato policial. A decisão judicial exige que sua permanência no hospital seja monitorada por agentes federais, garantindo que Bolsonaro retorne à custódia assim que receber alta médica.
A expectativa da equipe médica é que o período de internação varie entre cinco e sete dias, dependendo da evolução clínica do ex-presidente no pós-operatório. Durante este intervalo, Michelle Bolsonaro poderá acompanhá-lo como acompanhante autorizado.
Este procedimento se soma a um histórico médico complexo que Jair Bolsonaro possui desde o atentado em 2018. O ex-presidente já passou por diversas intervenções abdominais, o que aumentou sua vulnerabilidade a aderências e hérnias. Recentemente, em abril deste ano, ele havia realizado uma cirurgia complexa para desobstrução intestinal e correção de aderências.
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