Ex-presidente foi autorizado a deixar a prisão para tratar uma hérnia inguinal em Brasília

Gabriela Nogueira Publicado em 23/12/2025, às 16h50
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (23) a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da sede da Polícia Federal, em Brasília, para a realização de uma cirurgia. A decisão permite que ele seja internado nesta quarta-feira em um hospital particular da capital federal, onde passará por um procedimento para tratar uma hérnia inguinal.
De acordo com a autorização, Bolsonaro será levado ao Hospital DF Star, onde deve permanecer internado por cerca de cinco a sete dias. A cirurgia está prevista para ocorrer na quinta-feira (25), após a realização de exames e preparo clínico. O procedimento também busca aliviar um quadro de soluços persistentes, apontado pelos médicos que acompanham o ex-presidente.
Mesmo fora da unidade prisional, Bolsonaro seguirá sob custódia. A Polícia Federal ficará responsável pelo transporte, pela escolta e pela vigilância permanente durante toda a internação. O esquema de segurança prevê monitoramento 24 horas, com agentes posicionados na porta do quarto e equipes adicionais circulando pelo hospital. A orientação do ministro é que toda a operação ocorra de forma discreta.
A decisão também impõe restrições ao contato do ex-presidente com o exterior. Está proibida a entrada de celulares, computadores ou qualquer outro dispositivo eletrônico no quarto. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a acompanhá-lo durante a internação. Visitas de outras pessoas só poderão ocorrer mediante autorização expressa do STF.
Bolsonaro cumpre pena de mais de 27 anos de prisão por crimes ligados à tentativa de ruptura democrática e está detido desde novembro em uma sala da Superintendência da Polícia Federal. A necessidade da cirurgia foi confirmada após avaliações médicas e perícia oficial, que apontaram uma piora gradual no quadro clínico.
Segundo médicos responsáveis pelo procedimento, a cirurgia é considerada eletiva e de menor complexidade em comparação a outras intervenções já realizadas pelo ex-presidente nos últimos anos. Ainda assim, especialistas destacam que o tratamento é recomendado para evitar complicações futuras.
Após a alta médica, Bolsonaro deverá retornar imediatamente à custódia da Polícia Federal, seguindo as condições estabelecidas pela Justiça.
Leia também

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Investigado por suposta falsificação de peças de luxo já foi denunciado pelo GAECO em caso de roubo de cargas

São Paulo entra em alerta para temporais, ventos fortes e queda brusca de temperatura

Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Exame do IML não detecta lesões em menina de 4 anos; polícia segue com investigação em caso de clube social

Caiado promete pacote de reformas no primeiro dia de governo e inclui mudanças no STF

Thiago Brennand vai se casar com advogada que atua em sua defesa criminal

Justiça bloqueia veículos de empresa de Ana Hickmann em ação por cheques sem fundo

PF investiga suposta fraude financeira no Banco Digimais, ligado a Edir Macedo