PF investiga uso de contas do banco em operações de câmbio que teriam alimentado esquema de lavagem com criptoativos

Lívia Gennari Publicado em 02/02/2026, às 11h59
O Banco Master, que na época das operações ainda se chamava Banco Máxima, passou a ser investigado após movimentar cerca de R$ 2,8 bilhões em favor da One World Services (OWS), empresa apontada pela Polícia Federal como peça-chave em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e ao Hezbollah, uma organização do Líbano considerada terrorista por diversos países.
A OWS atua no mercado de criptoativos oferecendo compras diretas de moedas digitais, fora das grandes plataformas do setor. Segundo a PF, a empresa intermediou aquisições de bitcoin para pessoas condenadas por lavar dinheiro para organizações criminosas, utilizando contas abertas no Master sem cumprir as formalidades obrigatórias previstas na regulação.
Investigação
As transações questionadas ocorreram entre o fim de 2018 e o início de 2021 — período em que o banco ampliou significativamente sua atuação no câmbio, pouco antes da mudança de nome e do reposicionamento no mercado. O controle da instituição foi assumido por Daniel Vorcaro em 2018, com aval do Banco Central no ano seguinte.
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