Para vencer maior desafio, apontado por um levantamento do Ministério da Saúde, novas oportunidades foram anunciadas

Juliane Moreti Publicado em 21/03/2023, às 14h25
Nesta segunda-feira (20), durante a cerimônia do relançamento dos Mais Médicos, o presidente Luiz Inácio destacou que pretende contratar 28 mil profissionais para participar do programa, podendo garantir a 96 milhões de brasileiros a assistência adequada em saúde, com foco principalmente nas periferias das grandes cidades em conjunto com as regiões do interior.
No total, em 2023, com o gasto de R$ 712 milhões, já foram chamados 15 mil profissionais para atender a população por meio do Mais Médicos, com destaque para a atenção primária, especialmente nas regiões afastadas.
Em continuidade, a meta é chegar aos 28 mil, o que representa um recorde de contratos ativos, conforme informações do portal do governo (Gov.br).
Primeiro, serão priorizados os médicos que foram formados no Brasil. Se restarem vagas, poderão ser chamados brasileiros formados no exterior, depois, médicos que atuam no país mesmo com formação internacional e, por último, profissionais estrangeiros.
Lula citou como um dos desafios o atendimento contínuo nas regiões mais afastadas em que os profissionais, de acordo com um levantamento do Ministério da Saúde, apresentam, no total, 41% de desistência para buscar capacitação e qualificação.
Para reduzir este impacto, o programa traz mais oportunidades educacionais e de formação, como especialização ou mestrado de até quatro anos, além de benefícios proporcionais ao valor mensal da bolsa para atuarem em regiões remotas e periferias.

''O que importa para nós não é apenas saber a nacionalidade do médico, é saber a nacionalidade do paciente, que é um brasileiro que precisa de saúde. Somente quem mora na periferia das grandes cidades e nas cidades do interior sabe o que é a ausência de um médico'', comentou o prsidente.
Assim, Lula destacou a importância do programa em garantir ''atenção primária e assistência adequada para todos'', citando as pessoas que moram longe dos centros urbanos e nas periferias das grandes cidades, que possuem áreas com extrema pobreza.
''É importante reconhecer o trabalho da atenção primária à saúde. Voltar com o programa significa contribuir com o compromisso de cuidar do povo brasileiro e das pessoas que sofrem com a falta de atendimento'', citou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, acrescentando sobre o fortalecimento do SUS.
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