O presidente brasileiro ressalta a dívida histórica com o continente africano e propõe ações concretas para solução

Gabriela Thier Publicado em 20/05/2025, às 14h54
O presidente Luiz Inácio Lula da Silvadestacou que o Brasil possui uma responsabilidade histórica em relação à África, uma dívida que pode ser saldada por meio de solidariedade, transferência de tecnologia e apoio ao desenvolvimento agrícola local. Ele defende que o know-how brasileiro na produção de alimentos deve ser compartilhado como um meio de combater a fome e a pobreza global.
Durante discurso proferido para ministros da agricultura de nações da União Africana, Lula afirmou: "Devemos 350 anos de exploração de uma parte significativa do povo africano. Reconheço que o Brasil não pode retribuir isso financeiramente, pois tal dívida não pode ser quantificada dessa forma. A maneira como podemos honrar essa dívida é através da solidariedade e do compartilhamento de tecnologia, capacitando-os a produzir alimentos como fazemos".
O pronunciamento ocorreu na abertura do 2º Diálogo Brasil-África, evento que se concentra em segurança alimentar, combate à fome e desenvolvimento rural, realizado em Brasília entre os dias 19 e 22 de setembro. O objetivo do encontro é fortalecer as relações entre o Brasil e os países africanos, promovendo a cooperação baseada em princípios de solidariedade e desenvolvimento sustentável.
A conferência também visa identificar novas oportunidades de investimento no setor agropecuário e debater políticas públicas efetivas para enfrentar a fome e a pobreza. Lula abordou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, uma iniciativa aprovada durante sua presidência no G20 no ano anterior, ressaltando a importância desse esforço conjunto.
"A fome não é uma consequência da natureza ou eventos aleatórios; muitas vezes, ela resulta da falta de responsabilidade dos líderes governamentais que não priorizam esse problema", afirmou o presidente, enfatizando a necessidade urgente de transformar discursos em ações concretas.
Ele complementou: "A aliança busca garantir que possamos não apenas produzir os alimentos necessários, mas também conscientizar o mundo sobre essa questão crítica", relembrando seu compromisso contínuo com o continente africano durante seus mandatos anteriores.
O evento conta com a participação de mais de 40 delegações africanas e representantes de diversas organizações internacionais, bancos multilaterais, instituições de pesquisa, cooperativas agrícolas familiares e entidades do setor privado.
A programação inclui visitas a áreas rurais ao redor de Brasília para discutir temas como agricultura familiar, saúde do solo e tecnologias sustentáveis. Além disso, haverá uma excursão ao Vale do São Francisco em Petrolina, onde serão apresentadas tecnologias adaptativas à seca e práticas inovadoras em fruticultura tropicalizada.
Leia também

Indicado por Orlando Morando à Faculdade de Direito é alvo do Gaeco por corrupção e lavagem de dinheiro

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

A Soberania Começa em Casa

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

PF aponta que ex-assessor ligado a irmão de Carla Zambelli financiou avião usado no transporte de cocaína

Governo mira a própria militância e ignora os interesses estratégicos do Brasil

Pagamento do Bolsa Família em junho já tem data marcada; veja calendário

Alcolumbre reage a pressão por CPMI do Banco Master: "Palanque eleitoral"

O impacto dos Influenciadores Digitais nas decisões de compra

Carolina Dieckmann é internada com diagnóstico grave; entenda