Diário de São Paulo
Siga-nos

Fiesp apoia manifesto em defesa das urnas eletrônicas e da democracia

Carta feita por ex-alunos da USP atingiu 30 mil assinaturas nesta quarta-feira

Imagem: Divulgação | Agência Senado
Imagem: Divulgação | Agência Senado

Publicado em 27/07/2022, às 11h01 G1


Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) integra o grupo de empresários e entidades que apoia o manifesto em defesa das urnas eletrônicas e da democracia.
Criada por ex-alunos da Faculdade de Direito da USP, o documento tinha 2,7 mil assinaturas na manhã de terça e disparou para 30 mil com abertura de apoio pela internet.
Presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva decidiu apoiar o manifesto. Segundo assessores, a FIESP, "até pela lógica, é defensora da democracia e do estado de direito".

A dois meses da eleição, aliados retomam articulação por PEC que blinda Bolsonaro com cargo vitalício
O recado da Fiesp é de que "não há economia de mercado sem segurança jurídica que tais valores garantem." e que "sem democracia e estado de direito não há desenvolvimento", segundo assessores.
Josué é filho de José Alencar, empresário que ocupou o posto de vice-presidente nos dois mandatos de Lula – de 2003 a 2010.
Ele mudou o rumo seguido pela entidade, então comandada por Paulo Skaf(Republicanos), que apoiou abertamente o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e era alinhado com o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Josué sempre foi tido como "vice dos sonhos" de candidatos, curiosamente, de Geraldo Alckmin (então no PSDB e hoje no PSB) e Lula nos últimos anos. Sem aval de Josué, Alckmin costurou com Ana Amélia, em 2018, e Lula, agora, com o próprio ex-governador de SP para ser seu vice.
Mas Josué é um quadro dentro do PT visto como coringa para um eventual governo. Inclusive, há quem defenda que seja ele o ministro da Economia.
Como o blog já mostrou, se Fernando Haddad perder a disputa pelo governo de São Paulo, ele é cotado para ministro da Economia – uma ala dentro da campanha e outra, também entre empresários ligados ao presidente da Fiesp, defendem que o próprio Josué seja ministro.

Compartilhe