Ação da PF desmantela quadrilha de propagadores de fake news com 16 alvos em Brasília e Rio de Janeiro, incluindo 6 presos preventivamente

Marina Roveda Publicado em 03/05/2023, às 08h12
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (3) uma operação para investigar uma associação criminosa que inseria dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. Entre os presos na ação estão o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, e dois ex-assessores especiais do ex-presidente Sérgio Cordeiro e Max Guilherme.
Segundo a PF, as inserções falsas teriam ocorrido entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, alterando a verdade sobre fato juridicamente relevante, no caso, a condição de imunizado contra a Covid-19 dos beneficiários. O grupo emitia certificados de vacinação fraudulentos para burlar as restrições sanitárias em vigor no Brasil e nos Estados Unidos.
A investigaçãoindica que o objetivo do grupo era manter um discurso contra a vacinação e a promoção de ataques ao programa de imunização. As ações ocorrem no âmbito do inquérito que apura as atividades das chamadas "milícias digitais" perante o Supremo Tribunal Federal.
Os crimes investigados incluem infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores. A PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva em Brasília e no Rio de Janeiro.
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